Pedro Bial, jornalista e apresentador, tem uma história marcada por relacionamentos que influenciaram sua visão sobre o amor e a vida. Aos 67 anos, ele revisita momentos importantes de sua trajetória afetiva, desde seu romance na juventude com Fernanda Torres até a relação com a ex-esposa Giulia Gam e a experiência de ser pai em diferentes fases da vida.

Essas histórias revelam como o amor, para Bial, é um processo em constante transformação, permeado por desafios, aprendizados e afetos que ultrapassam o tempo. A seguir, cinco momentos que ilustram essa evolução.

1. O primeiro grande amor na juventude com Fernanda Torres

O relacionamento com Fernanda Torres começou quando ela tinha 17 anos e dava os primeiros passos como atriz. Fernanda se apaixonou por ele ainda adolescente, o que, segundo Bial, não foi por acaso. Em 2026, durante a estreia da nova temporada do Conversa com Bial, os dois relembraram esse romance marcante.

Fernanda contou que o relacionamento elevou sua autoestima: “Você ainda é gato, mas ele era muito gato, e eu era mais ou menos. Ele deu bola para mim e eu não acreditava. Subiu muito minha autoestima. A gente teve revival, gente! Um comeu o pão que o diabo amassou pelo outro em tempos diferentes. Hoje em dia, a gente se encontra naturalmente, é meio parente, não temos mais esse problema.”

Fernanda e Bial foram casados por três anos, de 1982 a 1985. Apesar do término, os dois mantêm uma relação próxima e sem ressentimentos. Fernanda definiu essa convivência atual como natural, quase familiar: “Hoje em dia, a gente se encontra naturalmente, é meio parente. Não temos mais esse problema.”

Fernanda Torres e Pedro Bial — Foto: Globo
Fernanda Torres e Pedro Bial — Foto: Globo

2. Reflexões sobre a relação com Giulia Gam e a paternidade de Theo

Pedro Bial e Giulia Gam tiveram um relacionamento marcado por profundidade e intensidade e foram casados entre 1998 e 2000. . Giulia revelou para o TV Fama, da RedeTV!, que a gravidez não foi planejada e aconteceu justamente no auge de sua carreira, enquanto gravava a minissérie Dona Flor e Seus Dois Maridos na Bahia.

“Sem planejamento (risos). É verdade. Ele tinha que vir naquela hora. Eu pensava, sim, em ser mãe. Queria muito, nossa. Tinha a maior vontade. Eu queria ter dois filhos, dois meninos”, disse.

Em 2025, Bial participou do podcast “Desculpincomodar” e falou sobre a relação com a ex-companheira.  “Não tem mais nenhum problema entre a gente. Mas é importante falar da sua mãe, se a gente está falando de você como artista musical. Acho que essa infância vivida dentro do litígio, surpreendentemente, formou um diplomata. O Theo, desde muito cedo, aprendeu as artes da diplomacia”, disse o apresentador.

“Diante de um fato da vida, que só quando a gente vai ficando mais velho percebe que é central, que é a ambivalência: ‘meu pai, minha mãe… tem o amor, mas, ao mesmo tempo, eles brigam’. Olha só quanta coisa ele teve que equalizar na cabeça dele. Isso foi formando um cara com grande sensibilidade para as emoções, para os afetos e ele se tornou, realmente, desde muito cedo, um diplomata intuitivo. E a Giulia teve uma importância fundamental para a educação musical do Theo”, acrescentou.

Theo Bial
Theo Bial, filho de Giulia Gam e Pedro Bial – Foto: Instagram

3. A paternidade em diferentes fases da vida

Pai de cinco filhos de quatro relacionamentos diferentes, Bial compartilhou em entrevista que o amor dos filhos e da atual mulher,  a jornalista Maria Prata, é o que sustenta sua rotina. Ele reconhece que, por muito tempo, o trabalho foi prioridade máxima, mas hoje percebe a importância de equilibrar vida pessoal e profissional. “Pela primeira vez, estou percebendo que é uma burrice só trabalhar”, afirmou em 2025.

Em 2024, ele falou sobre a experiência de ser pai aos 61 anos, definindo esse momento como um “gesto de desafio ao medo” e reconhecendo que educar os filhos é um “ato de impossibilidade”. Essa paternidade tardia trouxe novas perspectivas sobre o amor e o cuidado.

Pedro Bial com a esposa e as filhas - Foto: Globo
Pedro Bial com a esposa e as filhas – Foto: Globo

4. O impacto da perda do pai e a maturidade precoce

Bial perdeu o pai aos 14 anos, um acontecimento que o obrigou a amadurecer rapidamente. Ele relembrou em 2017 que, no dia da morte do pai, estava brincando de soldadinho de chumbo e se sentiu traído e abandonado. Esse drama familiar marcou profundamente sua vida e visão sobre o amor e a existência.

Apesar das dificuldades, o pai conseguiu superar um vício em apostas, o que permitiu que Bial estudasse em uma boa escola e desenvolvesse sua paixão pela leitura, fatores que influenciaram sua formação pessoal e profissional.

Pedro Bial - Foto: Globo/ Divulgação
Pedro Bial – Foto: Globo/ Divulgação

5. A crença no amor como uma arte e projeto humano

Em 2017, Pedro Bial afirmou que acredita ser possível aprender a amar e que o amor bem vivido pode ser considerado uma arte, segundo o Gshow. Para ele, o amor é o que dá sentido à existência, um sentimento que transcende a família e desafia a humanidade a pensar em um projeto coletivo.

Ele valoriza o amor revolucionário, que não se limita ao âmbito íntimo, mas que se estende a um compromisso com a espécie. Esses momentos mostram que, para Pedro Bial, o amor é um aprendizado contínuo, que se manifesta em diferentes formas e intensidades ao longo da vida.

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