O cantor e compositor baiano Raul Seixas (1945-1989), nome definitivo do rock brasileiro, deixou um legado musical histórico após sua morte em 1989. Longe dos estúdios e dos palcos, a vida pessoal do artista envolveu relacionamentos intensos que moldaram diversas fases de sua carreira fonográfica. A trajetória romântica do roqueiro ajuda a compreender a origem de composições icônicas e define a árvore genealógica de suas três únicas herdeiras.

Quem foram as esposas de Raul Seixas

O músico teve cinco casamentos ao longo de sua trajetória. Ele foi casado com Edith Wisner, Glória Vaquer, Tânia Menna Barreto, Kika Seixas e Lena Coutinho. Dessas uniões nasceram suas três filhas: Simone, Scarlet e a caçula Vivian.

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O primeiro matrimônio e o sucesso de Gita

A americana Edith Wisner (79) conheceu o artista ainda na juventude. Eles se casaram em 1967, época em que o roqueiro iniciava sua busca por espaço nas grandes gravadoras de São Paulo. A união gerou a primogênita Simone Vannoy (56), nascida em 1970. O relacionamento chegou ao fim em 1974, coincidindo com o lançamento do álbum Gita, que se tornou um fenômeno comercial em todo o país. A Fundação Joaquim Nabuco registra que Edith retornou aos Estados Unidos levando a filha após a separação.

Raul Seixas e Edith Wisner – Instagram/divulgação

O impacto de Glória Vaquer na produção musical

Posteriormente, o cantor se casou com a também americana Glória Vaquer. Ela teve participação na vida artística de Raul e os dois também desenvolveram parcerias musicais. Segundo a BBC, Raul compôs com Glória as canções ‘Love is Magick’ e ‘Sunseed’, ambas em inglês.

O casal teve a segunda filha do músico, Scarlet Seixas, nascida em 1976. O relacionamento terminou posteriormente, e Glória retornou aos Estados Unidos com a filha.

Raul Seixas e Glória Vaquer com a filha Scarlet – Instagram/divulgação

O breve relacionamento com Tânia Menna Barreto

Em vez de ter sido apenas um casamento de alguns meses em 1979, a relação de Raul Seixas com Tânia Menna Barreto teve uma duração mais longa. A própria Tânia afirmou, em depoimento à Câmara dos Deputados, que os dois tiveram uma relação de 1976 a 1984, incluindo períodos de namoro, convivência e encontros ocasionais.

Tânia também participou da produção musical de Raul. A BBC destaca que os dois foram parceiros nas músicas ‘Mata Virgem’ e ‘Pagando Brabo’, entre outras composições.

Raul Seixas e Tânia Menna Barreto com o cachorrinho do casal nos anos 80 – Instagram/divulgação

A parceria profissional com Kika Seixas

Em 1980, o compositor iniciou sua união com Ângela Affonso Costa, conhecida como Kika Seixas. Ela teve participação importante na trajetória artística do músico e também se tornou parceira de composição. O casal teve a terceira filha do cantor, Vivian Seixas, nascida em 1981.

Kika também é creditada como coautora da música ‘Só Pra Variar’, ao lado de Raul Seixas e Cláudio Roberto, presente no álbum Abre-te Sésamo, lançado em 1980.

O relacionamento terminou em 1985. A BBC considera o período com Kika o casamento mais duradouro e uma das fases de maior produção musical entre Raul e uma de suas companheiras.

Raul Seixas com a ex-esposa, Kika Seixas, e a filha, Vivian – Instagram/divulgação

A reta final ao lado de Lena Coutinho

O último relacionamento de Raul Seixas foi com Lena Coutinho, que se tornou sua companheira na segunda metade dos anos 1980. Fontes biográficas situam o início da relação em 1986, após a separação de Kika, e registram que os dois já estavam separados quando Raul lançou seu último álbum solo, A Pedra do Gênesis, em 1988.

Lena também teve participação na produção artística do cantor. Ela aparece como parceira em algumas composições e foi responsável pela concepção, layout e fotografia da capa do álbum Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!, lançado em 1987.

Raul Seixas e Lena Coutinho – Instagram/divulgação

Como estão as filhas de Raul Seixas hoje

As herdeiras do ícone musical tomaram rumos diferentes e mantêm posturas distintas em relação à fama do pai. Atualmente, o cenário da família se configura da seguinte forma:

  • Simone Vannoy: a filha mais velha construiu sua vida nos Estados Unidos. Ela atua longe da indústria do entretenimento e mantém sua rotina totalmente blindada contra a curiosidade do público e da imprensa.
  • Scarlet Vaquer: a filha do meio também estabeleceu residência fixa no território americano. Assim como a irmã, escolheu o anonimato e não participa de eventos ou homenagens públicas ligadas ao legado do roqueiro baiano.
  • Vivian Seixas: a caçula é a única representante da família que trabalha com música. Ela atua como DJ e produtora no Brasil, frequentemente incorporando influências do rock em seus sets de música eletrônica.

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