O ator e diretor de novelas mexicanas Otto Sirgo faleceu na última terça-feira (29), aos 79 anos. A informação foi confirmada pela Associação Nacional de Atores (ANDA) e pela Associação Nacional de Intérpretes (ANDI) do México, entidades que lamentaram profundamente a perda e prestaram condolências aos familiares e amigos. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Nascido em Havana, Cuba, em 19 de dezembro de 1946, Sirgo veio de uma linhagem artística: era filho dos atores Magda Haller e Otto Sirgo Prieto e neto de Conchita Gentil Arcos, figura marcante da Era de Ouro do cinema mexicano.

Ele chegou ao México em 1968, estreando na telenovela Honor y Orgullo, e posteriormente naturalizou-se mexicano. Ao longo de mais de 50 anos de carreira, Sirgo consolidou-se como um consagrado “primeiro ator” — nomenclatura concedida na TV local aos astros que alcançam o status de veteranos e ‘medalhões’ da grande mídia.

Sua trajetória inclui mais de 30 peças de teatro e 50 novelas, muitas das quais foram exibidas no Brasil pelo SBT, como Rosa Selvagem (1987), Laços de Amor (1995), A Vida é um Jogo (2001), Sortilégio (2009), Por Ela Sou Eva (2012), Três Vezes Ana (2016) e O Que a Vida me Roubou (2014).

Uma participação em Domênica Montero (2025), recentemente exibida no horário nobre pelo canal dos Abravanel, foi seu último trabalho em folhetins.

Sirgo manteve contrato de exclusividade com a Televisa por 51 anos, até 2017. Após o encerramento do vínculo, ajudou a fundar o coletivo “Talento Libre“, para apoiar artistas no mercado independente.

No âmbito pessoal, o ator foi casado por 45 anos com a atriz Maleni Morales, a quem conheceu nos bastidores de Rosa Selvagem. Ela faleceu em 2020, devido a complicações de um câncer.

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