O cinema e a televisão norte-americanos perderam um de seus grandes talentos. O ator Michael Wright morreu aos 70 anos em Los Angeles. Embora o falecimento tenha ocorrido na última quarta-feira (19), a confirmação oficial foi divulgada pela família apenas neste sábado (22), por meio de um comunicado enviado à imprensa e publicado nas redes sociais.
De acordo com as informações divulgadas pela revista Variety, Wright foi vítima de uma insuficiência cardíaca agravada por complicações da doença de Marchiafava-Bignami, uma enfermidade neurológica degenerativa rara, da qual era portador.
A notícia do falecimento foi tornada pública por sua esposa, Susan Wright, em uma emocionante publicação no Instagram. “É com profunda tristeza e um peso inimaginável no coração que compartilho o falecimento do meu amado marido, Michael Wright“, escreveu a viúva, ressaltando o impacto do artista tanto na vida pública quanto na esfera familiar.
Nascido em Nova York no dia 30 de abril de 1956, Michael Wright construiu uma carreira sólida e versátil ao longo de quatro décadas, somando mais de 50 participações entre produções cinematográficas e televisivas.
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Sua estreia de destaque ocorreu no final dos anos 1970 com A Gangue da Pesada (1979), seguido pelo aclamado Streamers (1983) e pelo drama policial Sugar Hill (1994).
Na televisão, Wright ganhou projeção global ao integrar o elenco da emblemática minissérie de ficção científica V (1983), um dos maiores sucessos do gênero na década de 1980.
Mais tarde, entre 2001 e 2003, o ator teve uma passagem memorável pela prestigiosa série Oz, da HBO, consolidando sua reputação em papéis densos e dramáticos.
No entanto, um de seus desempenhos mais lembrados pelo público e pela crítica foi no longa musical Ritmo & Blues (The Five Heartbeats), dirigido por Robert Townsend em 1991.
No filme, Wright deu vida a Eddie King Jr., o envolvente e carismático vocalista de um grupo vocal fictício inspirado nos clássicos conjuntos da gravadora Motown.
O arco dramático de seu personagem, que lidava com o vício em álcool e drogas até sua dramática saída do grupo, tornou-se o ponto central da narrativa e uma das atuações mais aclamadas de sua trajetória.
Em sua declaração, Susan Wright fez questão de ressaltar a dimensão humana de seu companheiro para além dos holofotes de Hollywood. “Michael era marido, pai, avô, ente querido, amigo — e um artista extraordinário cujo trabalho tocou gerações“, afirmou. Ele deixa os filhos Manon Wright, Byron Barr, Brittney Briggs, Brianna Barr e Sir Barr, além da neta Yoko.
“Seu talento, presença e contribuições para o cinema e a televisão permanecerão vivos, mas para aqueles de nós que o amávamos pessoalmente, ele era muito mais do que os papéis pelos quais o mundo o conhecia“, completou a viúva.
A família aproveitou a ocasião para agradecer as manifestações de afeto e pedir privacidade para enfrentar o momento de luto. “Nossa família está sofrendo uma perda enorme e profundamente pessoal. Entendemos o quanto Michael significou para tantas pessoas e somos gratos pelo amor, pelas orações, pelas lembranças e pelas condolências que já estão sendo compartilhadas“, declarou Susan.
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