Mansão de 100 quartos abandonada no interior de SP é 9 vezes maior que a Casa Branca

Construída em um terreno de 48 mil m² e avaliada em até R$ 15 milhões, propriedade impressiona pelo tamanho e está abandonada há anos

Mansão de 100 quartos abandonada no interior de SP é 9 vezes maior que a Casa Branca - Foto: Reprodução

Uma mansão monumental no interior de São Paulo chama atenção pelo tamanho e pela história que carrega. Conforme o site Click Petróleo e Gás, com 100 quartos, o imóvel tem área construída nove vezes maior que a da Casa Branca, nos Estados Unidos. Além disso, ocupa um terreno de 48 mil metros quadrados e pode valer até R$ 15 milhões.

Apesar da grandiosidade, a mansão permanece abandonada há anos. Esse cenário contrasta diretamente com o projeto ambicioso que motivou sua construção.

Estrutura da mansão impressiona pelo porte

Localizada no interior paulista, a mansão nasceu com a proposta de se tornar uma das maiores residências privadas do Brasil. O projeto reúne dezenas de suítes, amplos salões e áreas de convivência integradas.

Além dos 100 quartos, o terreno de 48 mil m² amplia ainda mais a dimensão do imóvel. Por isso, a mansão acabou se tornando um verdadeiro marco arquitetônico na região.

A obra da mansão começou a tomar forma no início da década de 1990, quando José Rico decidiu erguer um complexo residencial de grande porte. O objetivo era claro: criar um espaço capaz de atender simultaneamente à vida familiar e à rotina intensa de shows.

Desde o início, o projeto previa ambientes amplos para receber convidados, acomodar equipes e oferecer suporte logístico à agenda artística. Assim, a mansão não funcionaria apenas como moradia, mas também como base estratégica da carreira.

Ao acompanhar de perto decisões estruturais e estéticas, o cantor buscou imprimir imponência ao imóvel. Por isso, optou por referências arquitetônicas inspiradas em construções de estilo europeu.

A proposta era transformar a mansão em um verdadeiro refúgio pessoal. No entanto, o espaço também serviria como centro de apoio às atividades profissionais.

Em entrevista exibida em outubro de 2014, José Rico reforçou o vínculo afetivo com a obra. “Ali é meu mundo. Estou construindo para mim e para os meus”, declarou.

Na mesma ocasião, o artista também negou que a construção tivesse ligação com histórias supersticiosas. Segundo ele, os rumores não passavam de “lendas”.

Anos de abandono

O rumo da mansão mudou após a morte do cantor, em março de 2015. Com o falecimento, as obras foram interrompidas e o imóvel passou a integrar um longo processo de impasses ligados à partilha de bens.

Desde então, a mansão apareceu em diferentes tentativas de venda. Porém, nenhuma negociação avançou de forma definitiva. O tamanho da propriedade, o alto custo de recuperação e as pendências jurídicas acabaram afastando possíveis compradores.

Projeto pode transformar a mansão em museu

Nos últimos anos, surgiram discussões sobre transformar a mansão em museu ou polo cultural. Dessa forma, o espaço poderia ganhar nova função e movimentar a economia local.

Conforme o site Click Petróleo e Gás, especialistas do mercado imobiliário afirmam que a restauração exigiria investimento elevado. Por outro lado, o potencial turístico do imóvel é significativo, especialmente pelo porte e pela história envolvida.

Como é a Casa Branca usada como comparação

Localizada em Washington, D.C., a Casa Branca serve como residência oficial e principal local de trabalho do presidente dos Estados Unidos. A construção começou em 1792 e passou a ser ocupada oficialmente em 1800.

O complexo reúne 132 cômodos, incluindo salas de reunião, escritórios e áreas residenciais. Além disso, conta com 35 banheiros, 412 portas, 147 janelas, oito escadarias e três elevadores.

O prédio principal possui cerca de 5.100 m² de área construída. O espaço se divide entre a Residência Executiva, a Ala Oeste — onde fica o Salão Oval — e a Ala Leste. Também abriga jardins históricos e áreas cerimoniais.

Por isso, a comparação chama atenção. Mesmo sendo símbolo máximo do poder político norte-americano, a Casa Branca é significativamente menor do que a mansão construída no interior paulista.

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Yasmin Lima é jornalista formada pela Universidade Paulista e graduanda em Marketing pelo MBA da USP. Tem experiência em redação, redes sociais e análise de dados, tendo atuado em empresas do grupo UOL e em contas do Governo e da Prefeitura de São Paulo. Apaixonada por comunicação digital, tem interesse especial em temas de entretenimento, política e esporte