Com passagens por produções marcantes da TV Globo, como as novelas Sol Nascente, Rock Story e O Tempo Não Para, além da série Vade Retro, uma conhecida artista vive hoje um momento totalmente novo em sua caminhada. Deixando os estúdios de gravação em segundo plano, ela mergulhou no universo da psicologia e transformou os altos e baixos da vida pessoal e profissional em base para cuidar da saúde mental de outras pessoas.
A mudança foi marcante, mas a modelo, apresentadora e atriz Gil Jung garante que não rasgou o que viveu nas telas. Para ela, a história na comunicação foi fundamental para construir a mulher que é hoje. “Eu tenho muito carinho por tudo o que construí naquela época. Foram anos importantes da minha vida, de muito trabalho, aprendizado e também de realização de sonhos. A televisão me deu visibilidade, experiências incríveis e uma conexão com o público que faz parte de quem eu sou até hoje”, afirmou.
Contudo, lidar com os holofotes e a fama contínua também trouxe reflexões profundas. Para ela, ser rotulada por uma imagem antiga pode virar um peso quando a pessoa decide mudar por dentro. “Quando você passa muitos anos sendo reconhecida por determinada imagem, essa imagem começa a criar expectativas sobre quem você deve continuar sendo. E talvez um dos maiores desafios da minha trajetória tenha sido justamente perceber que eu estava mudando, enquanto parte do público ainda esperava encontrar aquela mesma Gil”, explicou.
O motivo para a mudança
A transição de carreira não veio do dia para a noite. A escolha pela nova profissão nasceu de um longo processo de estudos e vivências difíceis, que incluíram episódios de depressão e perdas pessoais. Foi esse conjunto de momentos que fez a ex-modelo recalcular a rota. “Não existiu um único episódio. Foi um processo. Eu gostava muito da carreira que havia construído, mas chegou um momento em que comecei a sentir necessidade de algo que tivesse um sentido diferente para mim”, afirmou.
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Atualmente graduada em Psicologia e especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Psicologia Positiva, Gil atua na área comportamental. O foco do seu trabalho envolve temas como ansiedade, compulsões, luto e, especialmente, a saúde emocional dos homens. Além disso, ela criou o Método Jung, que conecta a ciência do comportamento ao desenvolvimento pessoal. “Eu queria entender por que repetimos determinados padrões, por que às vezes sabemos o que nos faz mal e continuamos fazendo, e principalmente como podemos construir mudanças reais”, explicou.
A união de talentos
Para ela, a jornada atual não significa apagar o passado, mas sim somar aprendizados. “Talvez eu não tenha abandonado uma carreira para encontrar outra. Eu fui ampliando quem eu era”, refletiu.
Hoje, a forma de se comunicar com as pessoas ganhou um novo sentido. A exposição nas redes e na mídia passou a ter como foco a informação e a reflexão sobre o comportamento humano. “Antes, muitas vezes, eu era o conteúdo. Hoje eu uso a minha voz e a minha experiência para produzir conteúdo, provocar reflexão e falar de comportamento e saúde emocional”, contou.
Sem ver conflito entre as duas áreas, ela enxerga no seu passado na televisão um diferencial importante para o trabalho no consultório. “A artista me ensinou comunicação, presença e conexão com o público. A Psicologia me trouxe profundidade, método e propósito. Hoje eu consigo integrar essas duas partes. Eu continuo gostando das câmeras, só tenho mais clareza sobre o que quero fazer quando elas estão apontadas para mim”, completou.


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