Leandra Leal emocionou-se ao recordar um dos momentos mais marcantes de sua vida: a ligação que recebeu para saber que havia chegado sua vez na fila de adoção da filha, Júlia, hoje com 13 anos. Em entrevista ao programa Desculpa Alguma Coisa, do UOL, a atriz contou que sentiu a presença do pai, Júlio Brás, durante a experiência. Ele morreu quando ela tinha apenas 12 anos.
Na ocasião, Leandra estava deitada em uma rede que havia ganhado do pai. A peça tem os nomes dos dois bordados, o que tornou a lembrança ainda mais significativa quando o telefone tocou com a notícia sobre a adoção.
“Quando tocou o telefone, comecei a chorar imediatamente. Foi muito doido isso”, relatou a atriz. Ela explicou que, antes mesmo de compreender o motivo da ligação, teve a sensação de que algo importante estava acontecendo.
“Quando entendi que era ela, senti muito a presença dele, por estar nessa rede e ter acontecido nesse momento. Foi lindo”, completou.
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Durante a entrevista, a atriz destacou a importância de ajudar a filha a desenvolver uma relação saudável consigo mesma. Para ela, aprender a gostar da própria aparência e reconhecer o próprio valor representa uma forma de resistência às exigências sociais impostas às mulheres.
“Uma menina, uma mulher, se amar e estar satisfeita com ela mesma é um ato de resistência, de rebeldia”, afirmou.
Leandra também reconheceu que, embora procure oferecer ferramentas para que Júlia enfrente essas pressões, existem limites na atuação dos pais. Segundo a atriz, a filha está na pré-adolescência, uma fase em que as relações sociais e a opinião dos outros ganham importância.
“Sou uma boa bússola, mas o caminho é dela”, resumiu, ao falar sobre o equilíbrio entre orientar a menina e respeitar seu processo de amadurecimento.
Busca por escola para a filha levou atriz a investir em educação
A preocupação de Leandra com o desenvolvimento de Júlia também influenciou uma decisão profissional fora da televisão. Aos 44 anos, a artista tornou-se sócia-investidora de uma filial da escola Maria Filipa, instituição fundada em Salvador, na Bahia, que adota uma proposta de ensino decolonial.
Em entrevista ao mesmo podcast, ela contou que passou por uma longa busca por uma escola que estivesse alinhada aos valores da família. Ao conhecer o trabalho da instituição durante uma estadia em Salvador, onde seu marido tem origem, ficou encantada com a abordagem pedagógica e decidiu ajudar a levar o projeto ao Rio de Janeiro.
“A minha experiência de educação com a Júlia foi longa. Eu entendi que o ambiente escolar poderia ser muito doloroso. E aí eu comecei a procurar uma escola no Brasil que tivesse uma outra proposta de ensino”, explicou.

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