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Humorista de 47 anos muda de vida e passa por transformação após luto devastador

Saiba como o famoso ator mudou completamente sua rotina após um conselho inesquecível de falecido amigo e ajuda médica

Foto: Instagram

Perder mais de 30 quilos não é uma tarefa simples. Quando a motivação nasce da preocupação de um amigo que já partiu, o processo ganha outro significado. Recentemente, um rosto muito conhecido do público brasileiro surgiu na internet com um físico diferente, fruto de uma rotina de caminhadas, corridas, boxe e reeducação alimentar. Aos 47 anos, o ator iniciou a mudança em 2021, buscando equilibrar a saúde com ajuda médica. Segundo informações do portal Notícias da TV, o resultado foi além da balança, entregando mais disposição para o dia a dia.

O empurrão inicial para essa mudança de hábitos veio de alguém especial: o ator Paulo Gustavo (1978-2021). A insistência do colega de profissão foi o motor para a guinada. Nas redes sociais, o protagonista desta história explicou como o amigo o influenciou:

“Ele (Paulo Gustavo) me pediu por quase um ano que eu procurasse um endocrinologista e um nutricionista. Estava preocupado comigo. Ficou no meu pé e não desistiu enquanto eu não marcasse uma consulta.”

Após seguir o conselho, o humorista relatou o impacto do tratamento contínuo em sua vida:

“Precisei mudar muitos hábitos para que minhas taxas voltassem ao normal (e voltaram). Consequentemente veio o emagrecimento, ao longo de um ano. Confesso que fiquei muito feliz, pois melhorou minha autoestima e ganhei qualidade de vida. Mas o tratamento continua firme.”

Se você pensou no zelador mais famoso da televisão, acertou. É o intérprete do personagem Ferdinando, da série Vai que Cola, do canal Multishow. Aos 47 anos, Marcus Majella é o dono dessa trajetória de mudança. Nos comentários de suas publicações, o público reage de forma positiva com falas como: “Paulo Gustavo deve estar orgulhoso de ver você todo gato assim!”, e também com humor: “Gente, o que fizeram com o Ferdinando?”.

Cinema, luto e um pedido de mãe

A transformação de Marcus Majella não ficou restrita ao corpo. O luto pela perda de Paulo Gustavo para complicações da Covid-19 também virou combustível para a arte. O filme “Agentes Muito Especiais” chegou aos cinemas como um projeto idealizado por ambos anos atrás. Em entrevista ao site gshow, Majella explicou o peso da obra:

Esse filme mexe muito comigo. Em alguns momentos sinto a ausência do Paulo e penso como gostaria que ele estivesse aqui para viver esse sonho ao meu lado. Ao mesmo tempo, existe um grande orgulho, porque conseguimos realizar algo que era muito importante para ele.”  

O ator afirmou que a produção carrega a identidade do amigo:

Esse projeto nasceu de um desejo verdadeiro do Paulo. Ele estava encantado com a ideia de misturar ação e comédia. Tenho certeza que ficaria emocionado ao ver o resultado. Há muito dele nesse filme — ideias, escolhas e sonhos que construímos juntos ao longo dos anos. Não tem como não se emocionar.

O longa, no entanto, quase não aconteceu. Majella pensou em engavetar a ideia, mas tomou a decisão de filmar após uma intervenção de Déa Lúcia, mãe de Paulo.

Estava decidido a não fazer, mas pedido de mãe não dá para negar. Ainda mais essa mãe sendo a dona Dea. Deu medo sim, mas achei importante fazer essa homenagem.”

Ação sem dublê e bastidores

No cinema, Majella interpreta o policial Jeff, que tenta entrar na elite da polícia do Rio de Janeiro ao lado de Johnny, vivido por Pedroca Monteiro. Na missão, eles cruzam com a personagem de Dira Paes, uma criminosa disfarçada de estilista. Sobre a colega, o carioca comentou:

A Dira é uma atriz deslumbrante e eu estava o tempo inteiro com um frio na barriga e ao mesmo tempo emocionado em estar contracenando com ela.

Trabalhar com Pedroca exigiu foco extra: “Por termos tanta intimidade, aí que mora o perigo, a concentração tinha que ser redobrada, porque era um pulo para cairmos na gargalhada. Sorte nossa que o diretor Pedro Antônio também entrava no clima. Quando a risada chega ao set, é sinal de bênção. Também temos que respeitar.”

A nova rotina física ajudou nas cenas. O ator teve aulas de defesa pessoal e tiro: “Fiz 95% delas, mas ainda não sou um Tom Cruise.”

Ao encerrar o papo com o gshow, Majella resgatou mais uma lembrança sobre a criatividade de Paulo Gustavo, mostrando que a memória do amigo segue presente em tudo o que faz:

Ele sempre foi um cara cheio de ideias. Um dia me ligou às 3 horas da manhã dizendo que queria interpretar a Xuxa no teatro. Passamos horas ao telefone! Eu seria sua paquera. Ele era tão doido, que ligou para a Rainha dos Baixinhos para pedir a nave. Juro! Ele estava disposto a fazer a peça acontecer. Encontrei com a Xuxa há pouco tempo, relembramos essa e outras histórias, rimos muito e também nos emocionamos.”

GABRIELA CUNHA é jornalista graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Especialista em entretenimento, atua na cobertura editorial de televisão, celebridades e comportamento, com foco em notícias e análises