Conhecido pelo público brasileiro como o paquito Xand, do “Xou da Xuxa”, nos anos 1990, o ex-paquito Alexandre Canhoni vive hoje uma realidade bem diferente dos tempos de sucesso na televisão. Depois de abandonar a carreira artística, ele passou a atuar como missionário e se mudou para o Níger, na África, onde desenvolve projetos humanitários.

Em recente entrevista ao +Forte Podcast, com Karina Bacchi, ele contou que viveu momentos de terror no exterior ao ser detido enquanto estava acompanhado de sua família. “Fui detido. Eu estava com quatro netinhos no carro e mais a minha filha caçula. Eu fui encapuzado… Me levaram para um lugar e depois para outro”, revelou.

Alexandre contou que, durante o episódio, chegou a temer pela própria vida. Segundo ele, diante da situação, pediu: “A minha oração é que fosse uma execução rápida, que não tivesse tortura. Aí Deus me deu esse livramento”, relatou.

Ainda durante o papo, ele falou sobre a decisão de priorizar o trabalho missionário na África: “A missão desenvolve projetos de nutrição, creches, escolarização, capacitação profissional para mulheres, futebol e assistência em hospitais e presídios, alcançando centenas de crianças e famílias”.

Mudança de vida aconteceu nos anos 1990

Antes de mudar completamente de vida, Alexandre Canhoni desfrutava da fama e do conforto proporcionados pela carreira artística. Em entrevista à revista Quem em 2020, ele relembrou como enxergava a própria vida antes da transformação. “Eu vivia o luxo do estrelato. Frequentava os melhores hotéis e restaurantes, viajava em jatinhos… Sabe aquela frase: ‘a pessoa é tão pobre que só dinheiro tem’. Eu era um deles. Eu só tinha dinheiro. Me achava melhor do que os outros, era egocêntrico, ansioso, egoísta, irritadíssimo… Minha prioridade era ser mais rico e mais famoso. Não pensava em ninguém”, disse.

Alexandre contou que sua trajetória começou a mudar em 1995, quando passou por uma transformação religiosa. “Até que em 1995 Jesus mudou isso na minha vida. Ele me fez ter uma outra ótica da vida e me deu um coração com amor e compaixão para ajudar os menos favorecidos. Desde então, procuro fazer o que Jesus ensinou. Ainda no Brasil, comecei a ajudar pobres. Evidentemente, eu teria uma vida mais confortável no Brasil se eu estivesse apenas dando palestras e louvando a Deus como cantor gospel”.

E complementou: “Mas abri mão de todo luxo porque queria ajudar crianças, jovens e adolescentes do país mais pobre do mundo e o Senhor me concedeu esse privilégio de estar no Níger, considerado o pior país para a pessoa morar no planeta. Hoje, se eu tivesse aquele mesmo dinheiro que eu tinha e gastava em viagens caras, carros e roupas que nem usava, investiria mais ainda nos projetos com o próximo”.

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