A participação das mulheres na política e a importância da sociedade civil na construção de uma democracia mais consciente foram alguns dos principais temas debatidos durante o Fórum A Casa do Povo e a Sociedade Civil, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Idealizado por lideranças femininas, o encontro, que foi registrado pela TV CARAS, teve como proposta aproximar a população do poder público e ampliar o conhecimento sobre o funcionamento das instituições brasileiras.
Ao longo do evento, as participantes defenderam que a cidadania não deve se limitar ao momento do voto. A proposta é incentivar a população a conhecer as atribuições de presidentes, governadores, prefeitos, senadores e deputados, além de acompanhar a atuação dos representantes eleitos.
Educação política como ferramenta de transformação
Uma das principais pautas apresentadas no fórum foi a necessidade de ampliar o acesso à informação. O movimento busca explicar conceitos básicos sobre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e estimular os cidadãos a cobrarem das autoridades aquilo que precisa ser colocado em prática.
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A proposta também envolve aproximar a iniciativa privada, o poder público e a sociedade civil. “E além de tudo é entender também que a iniciativa privada e o poder público precisam estar cada vez mais próximos, porque uma democracia e uma sociedade justa só se faz quando as pessoas olham para o bem comum”, destacou a empresária Michele Vanzella.

Mulheres como agentes de transformação
O protagonismo feminino esteve no centro das discussões. O fórum ressaltou a necessidade de levar informação especialmente às chamadas “mulheres invisíveis”, ampliando o acesso a oportunidades, conhecimento e caminhos para a autonomia.
A atuação individual também foi apontada como uma forma importante de transformação. Ao falar sobre o impacto que cada pessoa pode causar, uma das participantes explicou:
“Eu vou te dar um exemplo básico, se você consegue orientar uma mulher que te procura vítima de violência ou uma mulher que quer sair do ciclo da violência a partir da capacitação, da inclusão, da empregabilidade, o seu papel já é fundamental, você faz tanto quanto uma mulher que lidera 500, 1000 mulheres, porque você já transformou, impactou uma vida e é isso que vale.”
A mensagem defendida durante o encontro é que a transformação também pode começar em ambientes cotidianos, a partir do compartilhamento de informação e do apoio a quem precisa.
Experiência no esporte inspira atuação social
A trajetória esportiva também apareceu entre os relatos apresentados no fórum. Virna Dias, medalhista olímpica e palestrante, contou ter representado o Brasil em três edições dos Jogos Olímpicos e destacou como o esporte contribuiu para sua formação.
“Estar entre as 12 melhores jogadoras do seu país e apresentar 3 Olimpíadas, a minha geração tem 2 medalhas de bronze, nós fomos as primeiras mulheres brasileiras a conquistar uma medalha olímpica, nunca nenhuma mulher brasileira tinha conseguido isso, então esses valores que o esporte me deu, essa resiliência, essa força, essa reinvenção, eu trago a minha vida pessoal”, afirmou ela à CARAS.
A experiência foi relacionada à atuação atual como palestrante motivacional e à defesa de que exemplos pessoais podem incentivar outras pessoas a promover mudanças.
“Eu falo assim, a gente não consegue mudar as pessoas, mas através de exemplos, nós arrastamos multidões”, acrescentou Dias.
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Saúde da mulher também entra em pauta
A menopausa também foi abordada no encontro, com defesa de maior atenção à saúde das mulheres e à criação de políticas públicas sobre o tema.
“A fase da menopausa, ela não é tão olhada quanto ela deveria e ela não é assistida como ela precisa ser”, afirmou Renata Alves de Paula, escritora.
A saúde cardiovascular feminina também entrou na discussão. “As mulheres infartam igual os homens e o infarto mata muito mais que o câncer de mama. Só que isso tem que ser falado, tem que ser colocado e tem que vir como uma política pública. O SUS não tem verba separada para cuidar de menopausa enquanto um ponto na vida da mulher”, declarou.

Próximo encontro
A próxima edição do fórum está prevista para 17 de novembro, novamente com a participação de políticos, instituições e sociedade civil.
A proposta é ampliar o acesso à educação política e incentivar a população a compreender o funcionamento das instituições e acompanhar a atuação dos representantes eleitos.
Confira:

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