Filhos de vítimas do 11 de Setembro revelam como foi crescer sem os pais
Filhos de homens que morreram no 11 de Setembro nasceram após a tragédia nos Estados Unidos e contam como estão suas vidas hoje em dia

O desastre de 11 de Setembro aconteceu há 24 anos e deixou marcas profundas na história mundial e também na vida das famílias das vítimas. Entre as milhares de pessoas que morreram na queda das torres do World Trade Center após o impacto dos aviões, alguns homens estavam prestes a se tornarem pais. Pouco depois da tragédia, os filhos deles nasceram e cresceram com a ausência dos pais.
No documentário ‘Rebuilding Hope – The Children of 9/11’ (Reconstruindo a Esperança – As Crianças do 11 de Setembro), do Discovery+, alguns filhos de vítimas falaram sobre como foi crescer sem os pais e alguns depoimentos foram compartilhados pela Revista People. Um dos jovens, chamado Gabi Jacobs Dick, contou que não tem lembranças do pai, que estava na torre 1 para uma reunião e não conseguiu sair do prédio a tempo. O garoto nasceu 6 dias depois da morte do pai.
“Não tenho lembranças tangíveis do meu pai, então não há nada concreto. Não consigo lamentar a morte dele como minha mãe. Ela consegue se lembrar de memórias. Para mim, nano é tanto um sentimento de falta, mas sim de saudade. Tenho perguntas e ideias. Mas não faço perguntas do tipo ‘e se’ porque não há respostas”, afirmou ele, e completou: “Perder meu pai mudou minha vida, não transformou minha vida. Mudou meu caminho desde o primeiro dia”.
Outro filho de vítima dos ataques, o jovem Ronald Milam Jr vê sua vida como uma mensagem de esperança. “É muito legal que as pessoas nos veem como sinais de esperança. Estamos apenas sendo nós mesmos”, afirmou ele, e completou: “O 11 de setembro é parte de mim. É algo que aconteceu comigo e com minha família, mas não define o que eu posso ser. Sou o legado do meu pai, mas também sinto que sou eu mesmo”.
A jovem Jamie Gartenberg também se vê como um exemplo do que aconteceu no passado. “Contamos nossa história para que as pessoas entendam o que aconteceu há 20 anos. Eu nem tinha nascido, então acho que minha geração e a próxima podem se conectar mais se pessoas como eu e as outras crianças compartilharem nossas histórias. Perder meu pai biológico tão cedo me ensinou a fazer tudo o que posso, ajudar as pessoas, sempre fazer as coisas certas e ser corajosa”, declarou.
A jovem Alexa Smagala é filha de um bombeiro que morreu ao tentar salvar as pessoas durante o 11 de Setembro. “Sou a última coisa que ele deixou para trás. Sou forte por causa do que aconteceu comigo. Se eu consegui sobreviver a isso, posso superar qualquer coisa. Foi difícil crescer sem entender onde ele estava. Acho que ele sabia que não conseguiria sair do prédio, mas mesmo assim entrou. Eles chegaram ao 40º andar. Foi quando a torre caiu”, relembrou.
Em 2021, Tadeu Schmidt relembrou o atentado de 11 de Setembro
Em 2021, Tadeu Schmidt usou as redes sociais para falar sobre os 20 anos do atentado às Torres Gêmeas, nos Estados Unidos. Na época do atentado, Schmidt era repórter do Globo Esporte, e estava acompanhando a edição de uma reportagem que havia feito para o programa. O apresentador confessou que ao começar a ver as coberturas jornalisticas chegou a acreditar que uma guerra iria começar.
“20 anos do 11 de setembro. O dia mais absurdo que a minha geração viveu. Todos lembram o que estavam fazendo no momento. Eu era repórter e estava acompanhando a edição de uma reportagem de handebol que eu tinha feito na véspera para o Globo Esporte. Ela nunca foi ao ar, evidentemente. Tudo parou. Demorou até entendermos o que estava acontecendo. Todos pararam pra ver a cobertura dos atentados. Eu, exageradamente, achei que era o início do fim do mundo. Achei que ia começar uma guerra que pararia o planeta inteiro”, relembrou.
Tadeu ainda contou que em 2017 viajou para os Estados Unidos e visitou o memorial construído no local em que as torres ficavam antes do atentado. O apresentador do Fantástico comprou uma camiseta que lembra as vítimas desse dua trágico. “Em 2017, visitei o memorial, em Nova York. É muito impactante. Difícil não se emocionar. Lá, comprei esta camisa, que faço questão de vestir neste dia. É o momento de lembrar as vítimas desse dia trágico. E torcer para que o mundo nunca mais veja nada parecido. E confiar que o ser humano se afastará cada vez mais do ódio. #11desetembro #september11”, finalizou ele.