A cantora Juliette usou suas redes sociais para compartilhar um momento de cuidado com a saúde com seus seguidores. A ex-BBB revelou ter recebido o diagnóstico de endometriose e contou que, desde a descoberta, tem buscado se aprofundar no assunto. A identificação do quadro aconteceu de forma precoce, após a artista enfrentar uma forte crise de inflamação no fígado acompanhada de dores intensas, mal-estar e vômitos durante uma viagem a Salvador, no início de junho.

Após passar por avaliação médica, Juliette tranquilizou os fãs ao explicar que a condição foi detectada em fase inicial e que seu caso não inspira maiores preocupações. Como parte do cuidado com a saúde, a influenciadora pretende iniciar um tratamento voltado para a interrupção do ciclo menstrual e garantiu que continuará usando sua visibilidade para compartilhar informações sobre o tema.

O que é a endometriose?

De acordo com informações do Hospital Israelita Albert Einstein, a endometriose é uma condição ginecológica caracterizada pelo crescimento do endométrio, tecido que reveste a parede interna do útero, fora da cavidade uterina, acometendo principalmente a região pélvica.

Sintomas mais frequentes

  • Cólicas menstruais intensas (dismenorreia), apontadas como a principal queixa na maioria dos casos.
  • Dor pélvica crônica ou contínua, com desconforto pulsante que pode se intensificar ao longo do tempo.
  • Desconforto ou dor durante o contato íntimo, frequentemente associado a lesões profundas.
  • Alterações no funcionamento intestinal no período menstrual, como estufamento abdominal, prisão de ventre ou dor anal.
  • Dificuldade para engravidar após um ano de tentativas.

Vale destacar que a condição pode ser assintomática em algumas pessoas, enquanto em outras os sinais podem ser confundidos com diferentes quadros de saúde, exigindo sempre a avaliação médica especializada.

Hipóteses sobre as causas

As razões exatas do surgimento da doença ainda não são totalmente conhecida pela medicina, mas existem duas teorias:

  • Teoria da menstruação retrógrada: processo no qual parte do fluxo menstrual retorna pelas tubas uterinas para a cavidade abdominal, permitindo que células do endométrio se fixem e se desenvolvam em pessoas predispostas.
  • Teoria da metaplasia celômica: transformação espontânea de células de outros tecidos em células endometriais fora do ambiente uterino.

Como é feito o diagnóstico?

A identificação da endometriose é realizada por profissionais de saúde a partir do histórico clínico da paciente e do exame físico, podendo ser complementada por exames de sangue e ultrassonografia específica. Nos casos em que há forte suspeita, a confirmação também pode ocorrer por acompanhamento clínico ou indicação de videolaparoscopia. Em média, a descoberta da condição leva cerca de sete anos a partir do surgimento dos primeiros sintomas.

Formas de tratamento e cuidados

Trata-se de uma condição crônica que requer acompanhamento ao longo de toda a vida reprodutiva. As diretrizes de tratamento variam conforme as queixas da paciente e o alcance da doença, sendo o uso de medicamentos hormonais e analgésicos a conduta inicial mais frequente na ausência de indicação cirúrgica. Recursos auxiliares como prática de atividades físicas, fisioterapia pélvica, acupuntura e suporte psicológico ajudam a reduzir a inflamação, aliviar as dores e proporcionar mais qualidade de vida.

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