Dolly Parton, que morreu na última terça-feira (25), aos 80 anos, deixou para trás um patrimônio que vai muito além de sua carreira como uma das maiores estrelas da música country. Ao longo de décadas, a cantora transformou a fama conquistada nos palcos em um império empresarial, que inclui participação em parques temáticos, hotéis e atrações turísticas no Tennessee.
Entre os negócios ligados à artista está o Dollywood’s Splash Country, parque aquático localizado em Pigeon Forge, no Tennessee, ao lado do famoso Dollywood. O empreendimento se tornou uma das peças do patrimônio construído por Dolly ao longo da vida e agora passa a fazer parte das discussões sobre o futuro de seu legado e herança.
Dolly Parton construiu parque aquático como extensão de seu império
Inaugurado em 2001, o Dollywood’s Splash Country ocupa uma área de aproximadamente 35 acres (aproximadamente 14 hectares) e foi desenvolvido como uma extensão do complexo turístico associado ao nome da cantora. A atração é inspirada nas paisagens das Great Smoky Mountains e nas memórias de infância de Dolly na região.
Assim como o Dollywood, o parque aquático é fruto da parceria entre Dolly Parton e a Herschend Family Entertainment. Portanto, a cantora não era a única proprietária da atração, mas tinha uma participação significativa no empreendimento como sócia.
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A participação de Dolly no negócio fazia parte de uma estratégia empresarial que ajudou a transformar sua ligação com o Tennessee em uma importante fonte de renda. De acordo com uma estimativa divulgada pela Forbes, a fatia da artista no Splash Country valia cerca de US$ 20 milhões, enquanto sua participação no Dollywood havia sido avaliada em aproximadamente US$ 165 milhões.
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A fortuna da cantora
O patrimônio deixado por Dolly Parton chama atenção quando comparado à origem humilde de sua trajetória. A artista nasceu em uma família humilde do Tennessee e cresceu em uma pequena casa com os seus 11 irmãos antes de construir uma carreira de sucesso.
A revista Forbes estimou a fortuna de Parton em 450 milhões de dólares em 2025. Uma parcela importante desse patrimônio estava relacionada ao catálogo musical da artista e à participação em empreendimentos ligados ao turismo e ao entretenimento. Seu catálogo de músicas representava um ativo valioso. A cantora manteve os direitos sobre grande parte de suas composições – estratégia visionária que garantiu que sucessos como “Jolene” e “I Will Always Love You” continuassem gerando receitas décadas após o lançamento. A Forbes avaliou seu catálogo em cerca de US$ 150 milhões.
Dollywood é um dos principais ativos deixados pela artista
O parque que leva o nome da artista é uma das principais peças de seu patrimônio empresarial. Dolly entrou na sociedade em 1986, e o complexo cresceu ao longo das décadas, passando a reunir atrações, restaurantes, hotéis e o parque aquático. A participação no empreendimento se tornou uma importante fonte de valorização patrimonial.
Quem ficará com a herança de Dolly?
O destino exato da herança de Dolly Parton ainda não foi oficialmente divulgado. Como a cantora não teve filhos e o marido, Carl Dean, morreu em 2025, cresce a expectativa sobre quem ficará com seus bens, incluindo as participações empresariais e os direitos sobre suas músicas. A definição, porém, dependerá do planejamento sucessório deixado pela artista em testamento.
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