Céline Dion, de 58 anos, viveu uma noite histórica no último sábado, 12, ao voltar a realizar um show completo depois de mais de seis anos afastada das grandes apresentações. A cantora subiu ao palco da Plenitude Arena, em Nanterre, na França, para iniciar uma nova residência de 26 shows em Paris.
Logo nos primeiros segundos da apresentação, a emoção tomou conta. Céline começou a cantar “On Ne Change Pas”, mas precisou interromper a performance para enxugar as lágrimas. Com uma das mãos no peito, ela agradeceu ao público antes de recuperar o fôlego e continuar o espetáculo.
O reencontro ganhou ainda mais significado porque o último concerto completo da artista havia acontecido em março de 2020, no Prudential Center, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Pouco depois, a turnê foi interrompida pela pandemia de Covid-19. Os shows posteriormente remarcados acabaram cancelados diante dos problemas de saúde enfrentados pela cantora.
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Céline Dion relembra promessa feita aos fãs
Durante a apresentação em Paris, Céline conversou com o público e agradeceu especialmente aos fãs que viajaram de diferentes partes do mundo para acompanhá-la. A cantora afirmou que o retorno aos palcos era uma promessa que havia feito.
“Eu fiz uma promessa. Prometi voltar, voltar aos palcos. Então aqui estou eu, cantando para vocês e cantando para mim, cantando a vida!”, declarou.
A artista também reconheceu o carinho recebido durante o período em que permaneceu afastada. “Muito obrigada pelo apoio, pela paciência e, se me permitem dizer: sou tudo o que sou porque vocês me amaram”, afirmou.
Entenda a síndrome da pessoa rígida de Céline Dion
Céline Dion revelou em 2022 que foi diagnosticada com síndrome da pessoa rígida (SPR), uma doença neurológica autoimune rara e crônica. A condição pode provocar rigidez muscular, espasmos dolorosos, dificuldade de mobilidade e outros sintomas que interferem na rotina.
Em entrevista ao Today Show, a cantora explicou que os espasmos provocados pela doença chegaram a afetar sua capacidade de cantar e controlar a voz. “É como se alguém estivesse te estrangulando, é como se alguém empurrasse suas cordas vocais”, relatou.
A síndrome é considerada rara e pode atingir cerca de uma pessoa a cada milhão. Entre os sinais estão dificuldade para relaxar os músculos, rigidez intensa e espasmos que podem ser desencadeados ou agravados por situações como susto, estresse e ansiedade.
A doença não possui cura definitiva, mas existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e contribuir para a qualidade de vida dos pacientes. Para se preparar para a nova temporada de shows, Céline revelou ter recorrido a medicamentos, fisioterapia, terapia vocal e imunoterapia. Ela também pratica Pilates três vezes por semana e participa de aulas de balé.
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