A lesão muscular de Lucas Paquetá criou um problema tático para a Seleção Brasileira. Durante a Copa do Mundo, o meio-campista assumiu uma função que exige muito fisicamente, misturando defesa e ataque. Ele não apenas ajuda na criação de jogadas, mas também atua para pressionar a saída de bola do adversário e recompor o setor de meio-campo. Encontrar um substituto com esse equilíbrio é uma tarefa complexa para o técnico Carlo Ancelotti. A comissão técnica precisa de uma peça de reposição com fôlego e visão de jogo, capaz de manter a estrutura da equipe sem alterar a forma de atuar.
A busca por essa peça ideal aponta para um atleta que, além de ter destaque na equipe nacional, movimenta cifras altas no mercado europeu. De acordo com os números divulgados pelo site especializado Capology e reproduzidos pelo portal Lance!, esse jogador recebe na Inglaterra um salário bruto anual de 1,56 milhão de libras. Na conversão atual, o valor representa cerca de R$ 11,6 milhões por ano. Isso resulta em quase R$ 966 mil por mês. Esse patamar financeiro atraiu o radar da Eagle Football, rede multiclubes de John Textor, que estuda o retorno do atleta ao futebol brasileiro.
Mas quem é o dono desse contracheque e o favorito para assumir a vaga no meio-campo do Brasil? A resposta atende pelo nome de Danilo Santos. O ex-jogador do Palmeiras, que atualmente defende o Nottingham Forest, se encaixa no que Ancelotti procura para a Seleção. O volante desponta como a escolha natural por preencher as exigências da posição: intensidade na marcação e, como destaca o Lance!, a capacidade de aparecer como “elemento surpresa” para finalizar dentro da área.
O encaixe no esquema de Ancelotti
A escolha por Danilo é baseada em desempenho prático. A reportagem do portal esportivo ressalta que o jogador “reúne características muito próximas às de Paquetá”. O histórico do atleta na Seleção explica essa preferência. Ele foi convocado pela primeira vez na era Tite, antes do Mundial do Catar, mas não chegou a jogar. O cenário mudou com a atual comissão técnica, onde o volante conquistou minutos em campo.
Nesta edição da Copa, ele já soma seis partidas disputadas e dois gols. Se a meta da comissão técnica é fazer a “primeira mudança significativa” sem desorganizar o time de forma brusca, Danilo é a alternativa de maior segurança. Opções mais agressivas, como Gabriel Martinelli ou Endrick, exigiriam um novo formato tático e gerariam maior exposição da defesa, enquanto Fabinho deixaria a equipe defensiva demais.
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O interesse do Botafogo e o mercado da bola
Enquanto tenta se firmar na Seleção, o futuro de Danilo nos clubes também gera movimentações. O Nottingham Forest indicou que não conta com o brasileiro para a sequência da temporada, o que facilita uma saída negociada. A ideia inicial de John Textor era transferir o jogador para o Lyon, da França. Contudo, o plano esbarrou nas regras financeiras, já que o clube francês lida com limitações de orçamento e de teto salarial.
Com a porta europeia fechada temporariamente, o Botafogo entrou na rota principal. A equipe carioca negociou a venda do volante Gregore para o Al-Rayyan, do Catar, e precisou voltar ao mercado para encorpar o elenco. O Lance! explica que a diretoria alvinegra passou a “acompanhar de perto as movimentações” e decidiu avançar nas conversas. O salário na casa de R$ 1 milhão mensal é considerado alto para os padrões locais, mas a diretoria entende que a quantia cabe na realidade financeira atual do clube para solucionar uma carência no grupo.
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