Lionel Messi é mundialmente reconhecido como um dos maiores nomes da história do futebol e a grande referência da seleção argentina nas últimas décadas. O que pouca gente sabe é que a trajetória da família do camisa 10 guarda um capítulo bem brasileiro, descoberto graças ao trabalho minucioso de um pesquisador.
Tudo veio à tona a partir de investigações do historiador italiano Fiorenzo Santini. Empenhado em reconstruir a árvore genealógica do atleta argentino desde os tempos em que ele brilhava no Barcelona, o profissional começou a analisar a linhagem materna. Foi nesse trecho do estudo que os registros apontaram diretamente para o território paulista.

Familiar de Messi nasceu no Brasil
Os documentos descobertos por Santini mostram que o tataravô de Lionel Messi, o italiano Raniero Coccettini, deixou a Europa ao lado da esposa e de dois filhos rumo à América do Sul. O desembarque no Porto de Santos aconteceu em 20 de setembro de 1899, história que consta nos arquivos preservados do Museu da Imigração do Estado de São Paulo.
Logo na entrada do país, o tataravô do craque acabou sendo registrado como Ramiero Concenttini, uma alteração recorrente no período por conta dos desafios de tradução nos cartórios locais. Focado no trabalho agrícola, ele passou a atuar nas lavouras de café do fazendeiro Martinho Prado Júnior, na cidade de Rincão.
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Depois, os familiares fixaram residência na região de Ribeirão Preto, local onde o casal teve outros dois filhos: Ermínia, em 1900, e Arderigo, em janeiro de 1904. A grande virada dessa história ocorreu exatamente no registro desse segundo herdeiro.
No cartório civil de Ribeirão Preto, o nome do garoto acabou sendo adaptado para Federico, e a grafia do sobrenome familiar passou por uma mudança definitiva, transformando-se em Cuccittini. E esse menino registrado no interior de São Paulo é ninguém menos que o bisavô materno de Lionel Messi.
A ida dos familiares para a Argentina
A passagem dos familiares maternos de Messi pelo Brasil, no entanto, durou pouco tempo. Em setembro de 1905, cerca de um ano após a certidão de Federico ser emitida, os parentes decidiram cruzar a fronteira e se mudar para a região de Rosário, na Argentina.
Foi lá que nasceram as gerações seguintes: o avô Antônio Cuccittini, Célia Maria Cuccittini, mãe de Messi, e o próprio jogador, que carrega o sobrenome do bisavô alterado no Brasil: Lionel Andrés Messi Cuccittini.

Lionel Messi anuncia aposentadoria
Aos 39 anos, Lionel Messi pegou o mundo do futebol de surpresa na última segunda-feira, 31, ao anunciar oficialmente sua aposentadoria da seleção argentina. Em um comunicado emocionante divulgado nas redes sociais, o camisa 10 encerrou seu ciclo de duas décadas defendendo a camisa albiceleste.
Em sua declaração, Messi ressaltou que se sente em paz por ter entregue tudo o que podia em campo. O atleta ainda destacou que abre espaço para as novas gerações, deixando para trás um legado histórico de títulos, recordes e conquistas marcantes. O jogador também citou brevemente a partida do pai, Jorge Messi, falecido em 8 de agosto deste ano.
Leia o comunicado de Lionel Messi na íntegra:
“Depois desse tempo que passou desde a final, e refletindo bastante, quero comunicar a todos que estou me aposentando da Seleção… Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que chegou o momento. Juro que sempre dei tudo de mim — não apenas nos últimos anos, quando ganhamos tudo, mas também antes disso; sempre lutei e me entreguei por esta camisa, para lhes dar alegrias e fazer com que se sentissem orgulhosos de ser argentinos através do futebol.
Falta pouco, ciclos vão se encerrando, e este é um que me dói muito. Amo, amei e sempre amarei estar na Seleção. Dei tudo o que tinha, não resta mais nada para oferecer e, além disso, vêm aí jovens talentosos que merecem estar aqui. Obrigado por todo o carinho nestes 20 anos. Vou sentir muita falta de ouvi-los lá de dentro. Agora serei apenas mais um de vocês, torcendo e apoiando sempre aqui de fora (nos bons e nos maus momentos — e nestes últimos, ainda mais).
Obrigado à minha família por estar sempre presente, por me acompanhar nesta jornada tão linda, porém difícil. Obrigado a cada um dos treinadores, companheiros e dirigentes com quem convivi. Levo comigo lembranças e momentos inesquecíveis. Vou embora com a tranquilidade e o orgulho de ter proporcionado a vocês, junto com meus companheiros, momentos com os quais sonhávamos. Foi uma loucura ter vivido isso com vocês. Amo vocês!
Obrigado, Deus, por me fazer argentino. Vamos, Argentina! Escrevi estas palavras em 21 de julho, dois dias depois da final [da Copa do Mundo 2026]. Hoje, depois do que aconteceu com meu pai, estou ainda mais convencido disso“.
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