Um dos rostos mais respeitados e conhecidos do telejornalismo nacional, William Waack (74), esconde um passado de glórias bem longe das redações. Antes de brilhar nas telas, cobrir guerras históricas e se tornar âncora de grandes emissoras, ele foi um atleta de alto rendimento. O sucesso profissional inquestionável que o público acompanha na televisão teve suas raízes nas quadras, quando o apresentador foi atleta e chegou a ser capitão da Seleção Brasileira de handebol.
Hoje colhendo os frutos de décadas de dedicação como correspondente e apresentador de elite, o jornalista construiu um verdadeiro patrimônio intelectual. Ele guarda com carinho medalhas de sua juventude e usa o esporte como bússola profissional. Saiba mais sobre a surpreendente ascensão e os detalhes do passado atlético deste gigante da comunicação.

A origem nas quadras e a braçadeira de capitão
A trajetória de conquistas começou na juventude através do esporte. Em entrevista ao UOL, o jornalista revelou que entre 1970 e 1973 defendeu a equipe de novos da Seleção Brasileira de handebol (categoria até 22 anos). Atuando na armação no ataque e no centro da defesa, foi nessa época que ele alcançou o posto de capitão da seleção brasileira, liderando o time nacional com um orgulho imenso.
Além da seleção, foi jogador do Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo, onde conquistou campeonatos de nível estadual, brasileiro e sul-americano. Waack era um esportista versátil: também praticou vela (competindo em regatas) e tênis, modalidade que lhe rendeu grande resistência física, mas que, segundo ele mesmo conta, cobrou o preço de “joelhos arruinados” com o passar dos anos.
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O patrimônio intelectual e os troféus no jornalismo
As lições das quadras foram transferidas para a vida corporativa, onde Waack construiu um sólido patrimônio profissional e literário. O esporte, que ele define como “uma escola de vida” que o ensinou a enfrentar ambientes hostis e a tomar decisões rápidas, moldou seu estilo investigativo.
Como prova material de sua conquista no mercado de notícias, ele acumula um vasto acervo de obras de peso, tendo publicado quatro livros, incluindo o famoso Camaradas, baseado em documentos sigilosos da extinta URSS. Além disso, venceu duas vezes o mais cobiçado troféu da área: o Prêmio Esso de Jornalismo, pelas reportagens sobre a Guerra do Golfo (1991) e a Intentona Comunista (1993).

De São Paulo para a Alemanha: os destinos de uma vida global
A expansão de seus horizontes — e da sua carreira internacional — teve como palco principal a Europa. No final de 1974, Waack mudou-se para a Alemanha Ocidental, onde foi estudar e trabalhar como freelancer para o jornal O Estado de S. Paulo. Sua paixão pelo esporte o acompanhou no exterior: ele chegou a atuar no clube Mainz 05, disputando a quarta divisão nacional de handebol.
Essa mudança foi o trampolim para atuar por 10 anos como correspondente internacional. Ele viveu e trabalhou na Alemanha, Reino Unido, Rússia e Oriente Médio, participando de coberturas que mudaram o mundo, como a derrubada do Muro de Berlim, o fim da União Soviética e a Guerra Fria, além de cobrir oito conflitos armados pelo globo.
O prestígio nas bancadas e a consolidação do sucesso
A validação financeira e o auge profissional vieram no topo da cadeia televisiva brasileira. Após passar por grandes veículos de mídia imprensa — como o Jornal do Brasil, a revista Veja e o Estadão –, ele se consagrou nas telinhas. Na Rede Globo, onde trabalhou entre 1996 e 2017, apresentou o tradicional Jornal da Globo por 12 anos.
O peso de sua credibilidade fez com que ele continuasse no topo do mercado. Em 2019, Waack foi anunciado como um dos principais âncoras da CNN Brasil. Na nova emissora, apresentou o Jornal da CNN e, hoje, lidera o programa diário que leva suas próprias iniciais, o WW, confirmando sua posição como um dos nomes mais relevantes do jornalismo brasileiro contemporâneo.

Quem é William Waack?
Nascido em São Paulo, em 30 de agosto de 1952, William José Waack é jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP), além de sociólogo, cientista político com formação na Johannes Gutenberg-Universität Mainz (Alemanha), e mestre em Relações Internacionais. Ex-atleta de alto nível e professor universitário, ele conseguiu transformar o suor e a resiliência dos tempos de handebol em uma das carreiras mais sólidas e longevas da televisão brasileira.
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