Os bastidores das grandes produções do cinema mundial costumam ser envolvidos em mistérios, números milionários e curiosidades que despertam a atenção do público ao redor do planeta. No entanto, por trás de todo o glamour exibido nas telas dos cinemas, nem sempre os acordos financeiros agradam a todos os artistas integrados aos elencos dessas superproduções. É o caso de uma famosa veterana dos cinemas que resolveu quebrar o silêncio e expor sua insatisfação ao relembrar a remuneração que recebeu por sua participação em uma das sagas mais populares e lucrativas da história da teledramaturgia mundial.
A artista responsável pela declaração polêmica é Miriam Margolyes, atriz de 85 anos. A veterana deu vida à bruxa Pomona Sprout, memorável professora de Herbologia da famosa Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. A profissional compôs o elenco dos filmes Harry Potter e a Câmara Secreta, lançado nos cinemas em 2002, e retornou para a conclusão da história em Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2, que estreou nas telonas no ano de 2011.
Em entrevista concedida ao jornal britânico The Sun, Margolyes fez duras reclamações sobre o montante financeiro oferecido a ela para atuar nos dois longas-metragens inspirados nas obras literárias criadas pela escritora J.K. Rowling. Além do fator financeiro, a artista desabafou sobre o incômodo de ver sua trajetória profissional ser reduzida apenas ao papel mágico desempenhado na história infanto-juvenil: “Não fico nada feliz que todo mundo só pense em mim como a Professora Sprout. Porque eu fiz outras coisas, coisas melhores”, disparou.
O desabafo da veterana sobre o cachê
Na entrevista, Miriam Margolyes decidiu ser transparente e expôs abertamente os valores exatos que entraram em sua conta bancária por conta do trabalho na franquia mágica. Sem rodeios ao falar de dinheiro, a artista detalhou o valor de sua remuneração e usou palavras fortes para classificar o cachê pago pelos produtores do projeto cinematográfico: “Quer saber quanto eu recebi? £ 60 mil [cerca de R$ 413 mil]. É uma porcaria do c******!“, contou.
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Apesar de demonstrar uma clara indignação com a quantia acumulada nas duas produções da saga, a intérprete fez questão de ponderar que entende a dinâmica que rege as negociações da indústria do entretenimento mundial. Margolyes encerrou suas considerações sobre o assunto explicando que não nutre sentimentos negativos em relação aos colegas de elenco que tiveram salários maiores nas gravações dos filmes: “Quer dizer, não me incomoda que todo mundo tenha recebido mais, não me incomoda… É simplesmente assim que o mercado funciona. É assim”, afirmou.
Trajetória reconhecida
A insatisfação de Miriam Margolyes com o rótulo ganha ainda mais contexto quando se analisa toda a sua extensa e respeitada bagagem profissional nas telas. Com décadas de dedicação ao universo da atuação, a britânica conquistou o prestigiado prêmio Bafta em 1994 por conta de seu aclamado desempenho no filme de drama A Época da Inocência, lançado no ano de 1992.
Ao longo de sua sólida trajetória no meio artístico, a artista construiu uma carreira diversa e acumula participações em produções extremamente celebradas pelo público e pela crítica especializada. Em seu currículo de sucesso, constam atuações em títulos conhecidos como Yentl (1983), A Pequena Loja de Horrores (1986), Magnólia (1999) e no longa infantil Como Cães e Gatos (2001), provando a sua versatilidade em diferentes gêneros do cinema mundial.
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