Atriz da Globo muda estilo de vida por predisposição de ter vários tipos de câncer
Atriz da novela Quem Ama Cuida tem condição genética hereditária e já passou por mastectomia dupla como prevenção

A atriz Isabel Teixeira é uma das grandes estrelas da TV brasileira na atualidade e brilha ao interpretar a vilã Pilar na novela Quem Ama Cuida, da Globo. Na vida pessoal, ela passou por uma mudança radical em seu estilo de vida para cuidar da saúde. Isso porque ela descobriu que tem a Síndrome de Li-Fraumeni, que é uma alteração no gene TP53, que leva à predisposição de desenvolver vários tipos de câncer.
A estrela descobriu a condição genética hereditária após a morte de sua mãe em 2006 e decidiu passar por mudanças em sua vida. Ela já fez a mastectomia dupla para eliminar o risco de câncer de mama, parou de fumar, de beber e colocou o exercício físico em sua rotina.
A decisão de se cuidar melhor
Em entrevista ao Jornal O Globo há algum tempo, Isabel Teixeira contou sobre a mudança de vida após o diagnóstico. “Descobri, em 2020, por meio do mapeamento genético, ter uma síndrome chamada Li-Fraumeni (causada pela alteração no gene TP53, que predispõe o desenvolvimento de vários tipos de câncer). Minha mãe também tinha, ela morreu aos 56 anos, vítima de mais de um câncer, e foi tudo muito rápido. Por causa dessa síndrome, fiz a retirada das mamas. Minha vida mudou muito e para melhor. Em um primeiro momento, quando recebi a notícia, tive um tremendo choque. Senti medo. Porém, depois fiquei forte. Parei de fumar e de beber. Passei a correr diariamente por uma hora e a cuidar ainda mais da minha alimentação. Meus exames também estão sempre em dia, faço ressonância do corpo inteiro e do crânio. Então, quando você me pergunta sobre envelhecer, digo: vou entrar na menopausa com noção de vida e de morte. Minha vontade é continuar aqui, com peito, sem peito, com ou sem silicone, mas com alegria. Esse se tornou o meu modus operandi”, disse ela.
Em entrevista ao UOL, ela completou o assunto: “Como eu descobri a síndrome, eu parei de fumar, eu parei de beber, eu sigo o protocolo, né? Existe um protocolo semestral que eu faço, eu tenho um contato com a minha geneticista“.
O impacto das mudanças
Em entrevista ao podcast Mesa da Rita, Isabel Teixeira falou sobre o susto do diagnóstico e a mudança na rotina. “Primeiro, teve um choque: ‘eu vou morrer’. Depois, eu fui estudar, ver o que precisava fazer, porque, pelo meu livre arbítrio eu poderia não fazer. Parar de fumar foi a minha grande conquista. Depois, o exercício físico, mas não como eu fazia antes, como atriz, bailarina, corpo. Agora, é vida”, disse ela.
E completou: “Grande parte da cura está na prevenção. Os diagnosticados] tem que colocar a prevenção em primeiro plano. Desde que eu comecei a fazer isso, em 2019, minha vida mudou para melhor. […] Eu retirei as minhas mamas por culpa da síndrome. Era o que precisava ser feito, então fui fazer. Fui muito assertiva, corajosa. Quis fazer tudo meio sozinha. Foi muito íntimo. O lugar, o peito, tem a sensualidade, a amamentação, a feminilidade. É uma cicatriz oncológica, diferente da plástica. Quis vivenciar isso sozinha. Me desliguei um pouco. Fui para um lugar onde senti potência, pulsão de vida“.
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