O universo da música internacional costuma movimentar números astronômicos, impulsionado pelo sucesso de grandes turnês mundiais, vendas de discos ao redor do planeta e negociações de catálogos no meio fonográfico. Quando o assunto envolve grandes lendas do rock and roll mundial, o patrimônio acumulado ao longo de décadas e décadas de carreira ganha proporções ainda maiores e costuma despertar a curiosidade do público. A gestão desses valores e a destinação de bens geram debates interessantes sobre o planejamento familiar das estrelas da música.

É nesse contexto que entra Mick Jagger, um dos maiores nomes do rock internacional. Aos 83 anos, o vocalista dos Rolling Stones é pai de oito filhos e possui uma fortuna construída durante sua extensa trajetória na música. Em 2023, o cantor falou sobre o destino de seu patrimônio durante uma entrevista ao Wall Street Journal. Na conversa, o astro foi questionado sobre a possibilidade de vender os direitos das músicas da banda.

A negociação de catálogos musicais se tornou uma prática adotada por diversos artistas, principalmente aqueles que possuem uma longa carreira e um repertório formado por grandes sucessos. A venda poderia representar uma grande quantia para os herdeiros e também evitaria que eles precisassem administrar os direitos das músicas depois da morte do artista. Mick Jagger, porém, afirmou que não pretende negociar o catálogo e ainda falou sobre uma possível destinação para o dinheiro.

O que Mick Jagger vai fazer com sua fortuna?

Ao abordar a gestão de seu patrimônio, o cantor Mick Jagger deu a entender que tem uma visão diferente sobre o futuro financeiro de sua família. O líder dos Rolling Stones afirmou que seus herdeiros não dependem de uma quantia astronômica para manter o estilo de vida.As crianças não precisam de US$ 500 milhões para viver bem, declarou ao jornal. O montante equivale a aproximadamente R$ 2,56 bilhões na cotação atual.

Em vez de comercializar os direitos autorais de suas composições para transformar o catálogo em um fundo financeiro direto para os descendentes, o veterano indicou que os recursos podem ser destinados a entidades filantrópicas. O objetivo do artista é que a quantia bilionária seja utilizada para “fazer algo de bom pelo mundo”.

A decisão de não vender os direitos das músicas dos Rolling Stones ocorreu em um momento em que diversos artistas negociavam seus catálogos por valores milionários no mercado fonográfico. Jagger optou por não seguir esse movimento comercial, atrelando a preservação das obras à possibilidade de apoiar causas beneficentes no futuro.

Na mesma conversa com a imprensa, o artista também comentou de forma sucinta sobre a continuidade do legado da banda após a sua partida. Ele mencionou a evolução tecnológica e a possibilidade de apresentações virtuais póstumas, citando como referência o projeto Voyage, lançado pelo grupo sueco ABBA em 2021 após quatro décadas de hiato.

Os filhos de Mick Jagger

A família de Mick Jagger é numerosa e fruto de diferentes relacionamentos vividos ao longo de sua trajetória. A primogênita é Karis Jagger, de 55 anos, da união com Marsha Hunt. Em seguida vem Jade Jagger, de 54 anos, do casamento com Bianca Jagger.

Do relacionamento com a modelo Jerry Hall nasceram quatro filhos: Elizabeth, de 42 anos, James, de 41, Georgia May, de 34, e Gabriel, de 28. O sétimo filho é Lucas Jagger, de 27 anos, do envolvimento com a apresentadora brasileira Luciana Gimenez. O caçula da família é Deveraux, de 9 anos, filho do cantor com a bailarina Melanie Hamrick.

 

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