O diretor de televisão José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, compartilhou uma história marcante de sua trajetória profissional. Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira, 15, ele relembrou uma situação tensa envolvendo a atriz Dorinha Duval e o diretor Daniel Filho.
Segundo Boni, Dorinha entrou em sua sala de trabalho segurando uma faca e afirmou que Daniel estava escondido no local. Na ocasião, ela teria ameaçado matar o marido e também Boni caso ele tentasse tirar o objeto de suas mãos.
“O que você faria se você estivesse na sua sala de trabalho e, de repente, uma mulher de um amigo seu entrasse com uma faca em punho, dizendo que você estava escondendo o seu amigo e que ela ia matar o teu amigo? E que se você quisesse tomar a faca dela, que ela ia te matar? A única coisa que eu tive que fazer foi tomar a faca dela”, iniciou ele.
Em seguida, relembrou: “Essa pessoa era Dorinha Duval, meu amigo Daniel Filho, diretor de dramaturgia da Rede Globo. De repente, eu fui chegando perto da Dorinha Duval, ela com a faca, e ela disse: ‘eu vou te matar. Eu digo: não, você não mata nenhuma mosca, nada, você está com essa faca aí para coisa nenhuma. Me conta aqui o que está acontecendo, chega aqui, me fala, eu sou teu amigo, eu vou ouvir'”.
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Durante o relato, Boni contou que Daniel Filho, na verdade, não estava escondido na sala. O diretor de dramaturgia da Rede Globo havia deixado o local pela janela sem que Dorinha percebesse.“E aí, eu me falei: que pena, abracei com a Dorinha. Dorinha, você, minha querida amiga, você jamais mataria alguém, você é uma pessoa tão doce”.

Boni ficou em choque com notícia sobre a atriz
Tempos depois, Boni contou que recebeu outra notícia relacionada à atriz e ficou em choque. “Um dia, eu estava em Angra, de repente, ligo o rádio e ouço: Dorinha Duval matou o marido. Não era o Daniel, era o outro marido. Mas, eu caí duro”, encerrou.
Dorinha Duval se afastou da TV após matar o marido
Dorinha Duval ficou conhecida por seus papéis na TV. Contudo, sua carreira foi interrompida em 5 de outubro de 1980. Durante uma discussão com o então marido, o produtor publicitário Paulo Sérgio Garcia Alcântara, a atriz atirou contra ele. Ele chegou a ser levado ao hospital, mas morreu horas depois. Segundo informações do jornal O Globo, a briga teria começado no quarto do casal após os dois retornarem de uma festa.
O caso levou Dorinha a dois julgamentos. O primeiro ocorreu em 17 de novembro de 1983 e terminou com cinco votos a dois a favor da tese de que a atriz agiu em legítima defesa. Ainda assim, ela recebeu uma condenação de um ano e seis meses de prisão por excesso culposo, expressão jurídica usada quando a reação ultrapassa os limites considerados necessários, mesmo em uma situação de legítima defesa.
Em 11 de março de 1989, Dorinha passou por um novo julgamento e recebeu uma pena de seis anos de prisão em regime semiaberto, punição mínima prevista na época para homicídio simples. Nesse regime, ela podia permanecer fora da prisão durante o dia e precisava retornar à noite.
Depois do caso, Dorinha se afastou da televisão e passou a se dedicar às artes plásticas. Sua última aparição na TV ocorreu em 2006, no capítulo final de Belíssima, quando participou da trama interpretando a si mesma.
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