O cantor Roberto Carlos, de 85 anos, deixou o Hospital Copa Star na manhã desta sexta-feira, 24, após ser submetido a uma cirurgia para a retirada da vesícula biliar.
O procedimento, realizado por videolaparoscopia, ocorreu na manhã de quinta-feira, 23, e foi conduzido pelo cirurgião Raul Cutait, do Hospital Sírio-Libanês. Segundo o jornal O Globo, o médico viajou de São Paulo para o Rio de Janeiro especialmente para atender o artista, que preferiu não se deslocar de sua cidade.
A operação durou aproximadamente duas horas e já estava devidamente programada. A cirurgia ocorreu sem intercorrências e não trará impactos para os compromissos profissionais agendados pelo Rei.
Entenda o papel da vesícula e os motivos da operação
A vesícula biliar funciona como uma estrutura em forma de bolsa situada ao lado do fígado, cuja missão principal é guardar a bile. Esse fluido produzido pelo fígado é despejado no intestino para ajudar na digestão dos alimentos que consumimos, segundo informações do Einstein Hospital Israelita.
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Quando ocorre a remoção desse órgão, o procedimento recebe o nome técnico de colecistectomia. Ainda segundo o jornal o Globo, o cirurgião geral e especialista em videolaparoscopia Ernesto Alarcon destaca que essa é uma cirurgia comum e segura.
De acordo com o médico, ela costuma ser indicada diante de complicações como a colecistite aguda (uma inflamação rápida provocada por pedras e marcada por dores fortes), a presença de cálculos biliares que geram desconfortos constantes no abdômen, o aparecimento de pólipos na região que exigem cuidado pelo risco de virarem tumores, a discinesia biliar (quando o órgão perde a capacidade de se contrair) e até quadros de câncer, que embora raros, exigem bastante atenção.
Como funciona o procedimento e os cuidados pós-operatórios
O doutor Alarcon esclarece que existem duas opções de técnicas para a extração do órgão. A primeira é a colecistectomia aberta, um método tradicional com um corte maior no abdômen, atualmente usado apenas em casos de inflamações graves, aderências ou imprevistos.
A segunda opção, que foi a aplicada no cantor Roberto Carlos, é a colecistectomia laparoscópica. Por ser uma técnica minimamente invasiva e guiada por câmera (daí o nome videolaparoscopia), o médico faz pequenas aberturas na barriga para inserir instrumentos delicados. Isso garante a remoção do órgão de forma precisa, gerando menos incômodo depois do procedimento e cicatrizes quase imperceptíveis.
A liberação do paciente costuma acontecer no mesmo dia ou na manhã seguinte. Na etapa de recuperação, utilizam-se analgésicos para conter possíveis dores, enquanto o retorno à rotina ocorre aos poucos. Esforços pesados precisam ser pausados nas primeiras semanas, fase em que também se orienta uma alimentação leve e sem excesso de gorduras.
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