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Aos 81 anos, cantor relata dor por perda do filho e redescoberta da felicidade

Ícone da música abre o coração sobre a dor de perder o filho e revela como uma paixão inesperada transformou sua vida; descubra quem é

Foto: Instagram

A dor de perder um filho é algo que ninguém espera viver. Para um dos maiores nomes da música no Brasil, essa perda chegou de forma trágica e deixou um vazio enorme. Quando o rapaz, que também tocava baixo em sua banda, tirou a própria vida, o mundo pareceu parar. Em um desabafo sincero, o artista falou sobre a saudade e a necessidade de seguir em frente com coragem, sem se deixar levar pelo desespero, buscando apoio na família e nos amigos de infância para não afundar na tristeza.

​Mas a trajetória, mesmo após dores profundas, guarda surpresas. Após construir uma carreira consagrada, esse artista encontrou um novo motivo para sorrir longe de sua terra natal. Foi no Centro-Oeste do país que ele redescobriu a vida. Uma paixão que começou nos bastidores de um show virou um relacionamento sólido de mais de dez anos. Essa mudança fez com que ele dividisse a rotina entre o estado de São Paulo e uma nova cidade, onde ganhou até um hino em sua homenagem.

​Quem acompanha a cultura regional com certeza já cantou “Romaria” ou se emocionou ao som de “Tocando em Frente“. É exatamente o autor desses clássicos que protagoniza essa história de superação. Hoje, aos 81 anos, Renato Teixeira mostra que o coração sempre tem espaço para recomeçar. Os detalhes dessa jornada foram publicados pelo portal G1 e pelo jornal O Tempo, veículos que registraram como o cantor lidou com a partida de João Lavraz e encontrou a paz ao lado da professora Maria de Lourdes.

​O adeus inesperado

​A despedida de João Lavraz ocorreu em novembro e alterou a estrutura da família. João viajava com o pai nas turnês e compôs canções conhecidas pelos fãs. Em uma carta aberta, repercutida pelo jornal O Tempo, Renato foi direto. Ele chamou o sentimento de “vácuo” e pediu para o público valorizar a rotina simples. O músico afirmou que a perda foi resultado de uma doença silenciosa que afeta a mente e deixou um conselho prático: perdoe seus inimigos e seja generoso com a vida. Ele se apoiou nos três filhos e seis netos para encarar o luto e continuar trabalhando.

Chico Teixeira, Isabel Teixeira e Renato Teixeira - Foto: Reprodução / Instagram
Renato Teixeira com oa filhos Chico Teixeira e Isabel Teixeira – Foto: Reprodução / Instagram

​O reencontro no Mato Grosso do Sul

​O amor teve um papel central nessa nova fase. Conforme o G1, a relação com a professora Maria de Lourdes teve início há quase vinte anos. Naquela época, ela foi até o camarim pedir um autógrafo ao final de uma apresentação. Eles conversaram, mas o romance não engatou de primeira. Somente dez anos depois, o destino cruzou o caminho dos dois novamente e eles não se separaram mais. Essa união fez com que Renato criasse raízes firmes na cidade de Dourados. Ele se apaixonou pela companheira e pela região, adaptando sua rotina para viver de forma mais leve.

​A força da música regional

​Além do casamento, o cantor formou grandes laços no Centro-Oeste. O poeta Paulinho Simões fez a ponte para que ele conhecesse a cena artística da região. A amizade mais famosa surgiu de um encontro no antigo programa Som Brasil. Foi lá que ele conheceu Almir Sater, com quem dividiu palcos e compôs letras marcantes. Nascido em Santos no ano de 1945, o cantor sempre destacou o valor de conversar e trocar vivências. Com amizades leais e músicas que ganharam o país na voz de grandes intérpretes, como Elis Regina, ele provou que a arte tem o poder de curar. Aos 81 anos, ele segue na ativa, unindo a música e os aprendizados da vida de forma direta e inspiradora.

GABRIELA CUNHA é jornalista graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Especialista em entretenimento, atua na cobertura editorial de televisão, celebridades e comportamento, com foco em notícias e análises