Aos 55 anos, atriz de Paraíso Tropical está em Salvador para novo filme nacional
A consagrada artista paulista está em solo baiano para rodar o longa-metragem Veraneio, projeto que marca mais uma etapa produtiva de sua carreira

As ruas e os principais pontos turísticos de Salvador servem de cenário para um novo e movimentado projeto do cinema brasileiro. Conforme informações divulgadas pelo portal Bahia Notícias, o elenco do filme Veraneio conta com a presença ilustre de Alessandra Negrini. O longa-metragem aposta em um humor bastante ácido para conquistar o público. Inclusive, uma imagem descontraída dos bastidores foi compartilhada nas redes sociais pelo ator Marcelo Serrado, mostrando a paulista ao lado de colegas como Zezé Polessa, Luis Lobianco e Cris Vianna.
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Tensão familiar e os mistérios do roteiro na praia
A trama da nova produção cinematográfica promete prender a atenção dos espectadores logo nos primeiros minutos. A história acompanha a matriarca Laura, vivida por Zezé Polessa, que decide reunir seus três filhos adultos em uma bela casa de praia na Bahia. A intenção inicial da idosa é celebrar o aniversário da família em uma grande festa. No entanto, o encontro sai rapidamente do controle e expõe tensões antigas entre os herdeiros. O clima fica ainda mais tenso com a chegada de Rubinho, o novo namorado de Laura, interpretado por Maurício de Barros.
Dirigido por Leonardo Cortez, o projeto tem produção assinada pelas renomadas empresas Mais Galeria e Movioca. A equipe segue gravando intensamente em diferentes pontos de Salvador, mas a data oficial de estreia continua em segredo.
Da faculdade de Jornalismo ao estrelato com Nelson Rodrigues
A trajetória de sucesso da artista começou a se desenhar de forma inesperada. Nascida em São Paulo, no dia 29 de agosto de 1970, Alessandra Vidal de Negreiros Negrini é filha do engenheiro Luís Eduardo Negrini e da pedagoga Neusa Negrini. Antes de abraçar a atuação, ela chegou a cursar Jornalismo e Ciências Sociais na Universidade de São Paulo. Contudo, após três anos na USP, decidiu ingressar no curso de teatro de Antunes Filho. Em 1993, a jovem entrou para a Oficina de Atores da Globo e estreou na novela Retrato de Mulher, além de participar do final de Olho no Olho.
O grande divisor de águas na carreira da atriz aconteceu em 1995 com a minissérie Engraçadinha… Seus Amores e Seus Pecados. A obra rodriguiana foi adaptada por Geraldo Carneiro e Leopoldo Serran. Naquela época, Alessandra conseguiu o papel da protagonista jovem e encantou o público com uma interpretação intensa. A personagem despertava paixões perigosas e expunha as hipocrisias da classe média. Como resultado, o trabalho projetou o nome da artista nacionalmente, abrindo portas para uma sequência de papéis de destaque na televisão.
Vilãs inesquecíveis, gêmeas e produções premiadas
Ao longo dos anos, a atriz demonstrou versatilidade ao transitar por diferentes gêneros. Em 1998, interpretou a evangélica Rebeca em Meu Bem Querer, contracenando com Murilo Benício. Posteriormente, viveu uma mestiça na minissérie A Muralha (2000), gravada na Chapada dos Veadeiros. Na produção, ela contracenou com uma jaguatirica e enfrentou gravações intensas na natureza. Em 2006, superou o medo de cavalos para viver uma amazona na minissérie JK. Outro marco ocorreu em 2007, quando assumiu o desafio de interpretar as gêmeas Paula e Taís na novela Paraíso Tropical, seu primeiro papel de protagonista no horário nobre.
A galeria de vilãs da artista é robusta e aclamada pelo público. Ela deu vida à invejosa Selma em Desejos de Mulher (2002) e à cantora lírica Catarina em Lado a Lado (2012). Além disso, interpretou a manipuladora Susana na novela Orgulho e Paixão (2018). Na linha de shows, marcou presença em formatos de humor como Comédia da Vida Privada (1996), Os Normais (2001) e no episódio “A Iludida de Copacabana” da série As Cariocas (2010). Em 2022, retornou ao horário nobre na pele de Guida, na novela Travessia.
Reconhecimento internacional no cinema e teatro
Nos palcos e nas telonas, a caminhada da paulista é marcada pela busca por profundidade. No teatro, atuou na peça A Senhora de Dubuque (2011) e viajou pelo mundo com o espetáculo A Gaivota, passando por França, Espanha e Japão. Inclusive, ela já dividiu o palco com o colega Marcelo Serrado na montagem de Beijo no Asfalto. No cinema, construiu uma parceria sólida com o diretor Júlio Bressane nos longas Cleópatra — apresentado no Festival de Veneza — e A Erva do Rato (2008).
Sua atuação em O Gorila (2015) rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Havana. Mais recentemente, Alessandra Negrini expandiu sua presença no streaming com as séries Cidade Invisível, da Netflix Brasil, e Fim, produção baseada na obra de Fernanda Torres. A boa fase se estende para as produções recentes no cinema. A artista estrelou o filme Quase Deserto e protagonizou o longa Uma Praia em Nossas Vidas ao lado de Dan Stulbach. Do mesmo modo, seu talento foi consagrado no Festival de Brasília, onde venceu o troféu de Melhor Atriz pelo elogiado filme Manas.
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