Marina Ruy Barbosa (31) construiu uma trajetória marcada por transformações diante do público. Desde a infância, a atriz convive com a atenção da imprensa e dos espectadores, que acompanharam diferentes fases de sua vida, desde os primeiros trabalhos na televisão até os projetos que passou a desenvolver fora da atuação.
Com mais de duas décadas de carreira, a artista aprendeu a estabelecer limites entre a vida pública e a particular. Em entrevista à revista Marie Claire, ela refletiu sobre os desafios de amadurecer sob observação constante e revelou como a experiência influenciou sua maneira de enxergar a própria imagem, as relações e as conquistas pessoais.
O reconhecimento profissional também abriu espaço para novos caminhos. Além de consolidar seu nome na teledramaturgia, Marina investiu no empreendedorismo e passou a construir uma identidade que não depende exclusivamente dos trabalhos como atriz. Essa trajetória é motivo de orgulho para ela, especialmente pela independência conquistada ao longo dos anos.

Marina Ruy Barbosa fala sobre crescer sob os holofotes
Conhecida desde pequena, Marina começou sua carreira artística ainda na infância. A exposição precoce fez com que sua aparência, seu comportamento e suas escolhas fossem observados e comentados por outras pessoas durante diferentes etapas de seu desenvolvimento.
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Em entrevista à Marie Claire, repercutida pelo Notícias da TV em setembro de 2026, a atriz reconheceu que essa experiência teve consequências na construção de sua identidade.
“Como cresci exposta, minha imagem sempre foi muito observada, comentada, então precisei construir uma relação mais consciente com isso“, afirmou Marina.
A artista também destacou que a experiência pode ser especialmente difícil durante a infância e a adolescência, períodos em que a personalidade ainda está em formação.
“Crescer diante do público pode ser muito duro, muito confuso, muito cruel. Especialmente para uma menina que ainda não se conhece direito, que está tentando se descobrir, entender seu lugar no mundo, entender quem realmente é“, desabafou.
A atriz reconheceu que nem todos os comentários recebidos ao longo da vida foram ignorados e que algumas críticas ainda provocam sentimentos. Entretanto, com a maturidade, desenvolveu maneiras de filtrar as opiniões externas.
“Claro que algumas coisas ficam. Eu seria muito desonesta se dissesse que nada me afeta”, declarou. “Acho que a diferença é que hoje tenho mais ferramentas para escolher o que merece permanecer dentro de mim“, explicou.

Atriz mudou a relação com a própria imagem
Outro aspecto abordado por Marina foi a maneira como passou a enxergar o próprio corpo e as mudanças provocadas pelo tempo. Depois de anos sob observação pública, ela contou que tenta lidar com a aparência de forma menos rigorosa.
“Hoje tento olhar para o espelho com menos julgamento. Ao longo do tempo meu corpo muda, meu rosto muda, meu cabelo muda. Eu mudo. E isso vai acontecer cada vez mais“, destacou.
A atriz também refletiu sobre a importância de aceitar as transformações naturais da vida, sem tentar preservar permanentemente uma versão antiga de si mesma.
“Passamos muito tempo tentando congelar uma versão da gente. Talvez o melhor e mais saudável seja aprender a lidar com nossas transformações“, refletiu.
Essa percepção também aparece em sua trajetória profissional. Em entrevista à ELLE Brasil, publicada originalmente em março de 2013 e posteriormente relembrada pela revista, Marina falou sobre as diferentes possibilidades que desejava explorar para além da atuação.
Na ocasião, ela explicou que não queria limitar sua identidade a uma única profissão.
“Claro. Acredito que, se você tem exemplos, vê que é possível. Acho que é um movimento saudável, o reflexo da atualidade. Tem a ver com as pessoas estarem mais abertas a entender a pluralidade dos indivíduos. Até nessa questão de ser mulher. Uma mulher não podia querer ser tudo, mas fomos construindo e conquistando essa liberdade. Sou atriz, mas sou muito além disso. Tenho outras vontades e não preciso me colocar nessa prateleira.”

Marina Ruy Barbosa fala sobre patrimônio e independência
A relação com o próprio sucesso também foi assunto da entrevista à Marie Claire. Marina demonstrou orgulho da trajetória que construiu com o próprio trabalho e destacou a importância de ter conquistado independência profissional, financeira e pessoal.
“Tenho muito orgulho de ter construído uma carreira, um patrimônio, a minha identidade, e de não precisar de ninguém para acrescentar isso“, declarou.
A fala evidencia a importância que a atriz atribui às próprias conquistas. Em vez de associar sua realização exclusivamente à fama, ela valoriza aquilo que desenvolveu ao longo dos anos, incluindo sua carreira, seu patrimônio e a identidade que construiu.
O empreendedorismo é uma das expressões dessa independência. Marina lançou a Ginger, sua marca própria, e também teve uma experiência de dois anos como diretora de moda do e-commerce ZZ Mall, do Grupo Arezzo, conforme relembrou a ELLE Brasil.
Na entrevista, a atriz contou que desejava que a Ginger tivesse personalidade própria, sem depender exclusivamente de sua imagem pública.
“Acho que sou uma boa chefe. Sou exigente, mas sou legal. (risos) O que eu queria é que, ao mesmo tempo que a Ginger tivesse muito da Marina, ela existisse também sem a imagem da Marina. Quero que as pessoas se conectem com a Ginger pelo conceito, pelo posicionamento, até porque sem isso a marca não duraria. Ela tem menos de três anos e ainda precisa de toda a minha atenção e dedicação. Mas aos poucos vai andando sozinha.”
Marina também explicou que sempre buscou trabalhar com profissionais que tivessem liberdade criativa e propostas próprias para desenvolver a identidade da empresa.
“Sou fã da Casa de Criadores e, apesar de ser apaixonada por moda, nunca quis me colocar na posição de estilista. Queria ter profissionais que vivessem isso. E também que não tivessem medo de arriscar, que a gente não olhasse para o lado, no sentido de se preocupar com o que outras marcas estavam fazendo para vender. A Ginger é uma marca com uma proposta única, então também queria pessoas únicas para ela. Estar cercada de pessoas com quem você vai aprender é fundamental.”

Carreira de Marina Ruy Barbosa atravessa diferentes gerações
Nascida no Rio de Janeiro, em 30 de junho de 1995, Marina Ruy Barbosa iniciou sua trajetória na televisão em 2002, na novela Sabor da Paixão, quando tinha apenas sete anos. Dois anos depois, também participou do filme Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida.
Ao longo dos anos, a atriz conquistou espaço em produções como Belíssima, Escrito nas Estrelas, Morde & Assopra, Amor Eterno Amor, Império, Totalmente Demais e Deus Salve o Rei. Em 2023, esteve em Fuzuê, na qual interpretou a vilã Preciosa.
Mais recentemente, ganhou destaque ao interpretar Suzane von Richthofen na minissérie Tremembé, lançada pelo Prime Video em 31 de outubro de 2025. A produção apresentou uma nova oportunidade de explorar um papel complexo e diferente de personagens que marcaram sua trajetória anterior.
Em entrevista à ELLE Brasil, Marina já havia comentado sobre a importância de escolher projetos que representassem novos desafios, sem transformar a carreira internacional em uma obrigação.
“Acho que as mídias sociais encurtaram distâncias e isso expôs talentos de várias regiões que não tinham as mesmas oportunidades e projeção. Foi um grande ganho para o mercado latino. O streaming também acelerou o processo. Mas não enxergo que projetos internacionais devem ser o objetivo. Acho que o objetivo, acima de tudo, são bons projetos, personagens interessantes.”

Atriz também valoriza saúde mental e individualidade
Apesar da exposição e das responsabilidades profissionais, Marina afirmou que procura preservar espaços para a vida pessoal. Na entrevista à ELLE, a atriz falou sobre a ansiedade e as estratégias que utiliza para lidar com os momentos de maior pressão.
“A maior mudança na minha relação com a ansiedade foi entender que a questão é lidar com ela. Muitos anos da minha vida foram gastos tentando me livrar dela, mas, quando a aceitei, as coisas melhoraram. Claro, se sinto que está aumentando, tento amenizar os sintomas. Tenho uma combinação de ferramentas que me auxiliam: terapia, respiração, esporte, natureza e família. O mais importante é a busca pelo autoconhecimento, entender quando algo pode ser um gatilho.”
A individualidade também é um princípio que considera importante nos relacionamentos. Na conversa com a Marie Claire, Marina defendeu que o amor não deve ser uma tentativa de preencher ausências, mas uma relação construída entre pessoas que respeitam suas próprias identidades.
“O amor precisa ser um lugar de encontro, não de preenchimento“, disse.
A atriz afirmou que valoriza “parceria, admiração, respeito pela individualidade” e, principalmente, “paz” em uma relação.
“Uma relação que cabe na minha vida é aquela em que não preciso diminuir nenhuma parte de mim para que funcione“, resumiu ela.
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