O atacante Erling Haaland segue atraindo holofotes mesmo após o fim da participação de sua seleção na Copa do Mundo de 2026. De fato, a Noruega fez uma campanha histórica no Mundial, sendo eliminada nas quartas de final após uma derrota por 2 a 1 para a Inglaterra, em Miami. O craque, que marcou sete gols em cinco jogos, declarou seu carinho ao público brasileiro em entrevista à CazéTV. No entanto, o que realmente roubou a cena no desembarque da delegação em Oslo foi o souvenir inusitado que o jogador carregava em suas mãos.

Trata-se de um guaxinim empalhado segurando uma garrafa de whisky vazia, apelidado de “Whisky Raccoon”. Segundo informações da CNN Brasil e do portal ge, o jogador comprou a peça por 750 dólares (cerca de R$ 3,8 mil) na tradicional loja Wild Bill’s Western Store, em Dallas, no Texas. O impacto do atleta foi tão grande que o item esgotou rapidamente no site do estabelecimento. Além disso, a repercussão fez a loja abrir vendas internacionais pela primeira vez. Diante do sucesso do “bichinho”, surge a dúvida: a compra e o transporte de animais empalhados são permitidos por lei?

Haaland viraliza com guaxinim empalhado de R$ 3,8 mil – Reprodução Redes Sociais

EUA: as regras para taxidermia de animais

De maneira geral, as regras para a taxidermia são particulares de cada estado norte-americano. As leis federais dos Estados Unidos costumam focar na proibição de comércio de espécies em extinção ou obtidas ilegalmente.

No caso do Texas, onde Haaland adquiriu o item, a legislação é clara. Conforme apurado pelo portal g1, a pele de guaxinins, após ser devidamente tratada, não se enquadra na lei de proteção de vida selvagem. Dessa forma, a venda do produto é totalmente liberada no estado, desde que o comerciante possua uma licença específica para a prática da taxidermia de animais que não são de caça.

E se o Haaland trouxesse o guaxinim para o Brasil?

A entrada de itens de taxidermia em território brasileiro é bem mais complexa e rigorosa. De acordo com informações do especialista Fábio Ishisaki, assessor de políticas públicas do Observatório do Clima, ao g1, a falta de comprovação de procedência de partes da fauna silvestre em trânsito pelo país configura descumprimento da Lei de Proteção à Fauna. A legislação federal proíbe o comércio de espécimes da fauna silvestre e de produtos que envolvam a sua exploração.

Por isso, caso o destino do atleta fosse o Brasil, a importação do guaxinim empalhado precisaria passar pelo crivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O órgão exige:

  • Autorização prévia de importação emitida pelo próprio MAPA.

  • Documentação oficial que comprove o atendimento aos requisitos sanitários nacionais.

  • Avaliação física do produto pela Vigilância Agropecuária Internacional (VIGIAGRO) para garantir que a peça não apresenta sinais de organismos infestantes.

Por fim, o controle rigoroso busca evitar contaminações biológicas e desestimular a caça ilegal voltada ao mercado decorativo. Na Noruega, Haaland também precisará cumprir regras alfandegárias rígidas aplicadas a produtos de origem animal vindos de fora da União Europeia para manter o seu novo companheiro de viagem em casa.

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