O DNA artístico da família Matarazzo acaba de ganhar um novo capítulo nos palcos. A jovem Maysa Matarazzo, de apenas 15 anos, comemora um marco definitivo em sua trajetória ao lançar sua primeira música de trabalho inédita. O lançamento, antecipado em reportagem do jornal Extra, marca oficialmente o início da carreira profissional da adolescente. Ela perpetua uma verdadeira dinastia cultural que há mais de seis décadas emociona e molda o entretenimento no Brasil.

Antes de tudo, o talento da herdeira já havia chamado a atenção do público de forma despretensiosa nas redes sociais. Em 2025, Maysa viralizou na web ao publicar um vídeo descontraído cantando a faixa “Sailor Song”, da cantora norte-americana Gigi Perez. Rapidamente, a gravação acumulou milhares de visualizações e impressionou internautas pela afinação impecável e, sobretudo, pela semelhança física impressionante com a avó homônima.

Tânia Mara: O sucesso materno nas trilhas sonoras

A influência musical de Maysa vem diretamente de dentro de casa. Sua mãe, Tânia Mara, construiu uma carreira sólida e multifacetada como cantora, compositora, atriz e apresentadora. Ao longo de sua trajetória, Tânia lançou seis álbuns e dois DVDs de enorme sucesso.

Sem dúvida, o grande público a reconhece por baladas românticas marcantes que embalaram o país, tais como:

  • Se Quiser

  • Só Vejo Você

  • Não Vou Ficar

A cantora emplacou nada menos que 13 músicas em trilhas sonoras de novelas da TV Globo, além de ter atuado como jurada do popular quadro Shadow Brasil, no Programa Raul Gil. Além disso, o lado materno reforça a vocação artística da jovem, já que os tios de Maysa são o cantor e ator Rafael Almeida e a atriz Roberta Almeida.

Jayme Monjardim e a direção das grandes emoções brasileiras

Por outro lado, o lado paterno de Maysa traz a assinatura de um dos maiores contadores de histórias da televisão nacional. Jayme Monjardim é amplamente considerado um dos diretores mais importantes e premiados do audiovisual brasileiro, tendo comandado fenômenos de audiência e crítica na TV Globo como Terra Nostra, O Clone, América, Viver a Vida e o premiado longa-metragem Olga.

Curiosamente, foi o próprio Jayme quem resgatou a memória de sua mãe para as novas gerações. Em 2009, ele assumiu a direção artística da aclamada minissérie Maysa: Quando Fala o Coração, escrita por Manoel Carlos. Assim, a produção não apenas homenageou a cantora, mas também consolidou o respeito da família pela própria história.

A mítica de Maysa: uma voz que marcou gerações

Finalmente, na base dessa impressionante árvore genealógica está a eterna Maysa (1936–1977). Considerada uma das maiores e mais dramáticas vozes do Brasil, ela imortalizou hinos da dor-de-cotovelo como Meu Mundo Caiu, Ouça, Resposta, Demais e Bom Dia Tristeza. Infelizmente, a diva nos deixou precocemente aos 40 anos, vítima de um trágico acidente automobilístico na Ponte Rio-Niterói.

A título de curiosidade, a carreira da veterana começou quase por acaso. Em 1956, ela gravou um disco beneficente despretensioso durante uma reunião familiar. Contudo, o álbum estourou nas rádios e a impulsionou para o estrelato profissional.

Mais tarde, mesmo casada com o influente empresário André Matarazzo — membro de uma das famílias mais ricas e tradicionais do país —, Maysa enfrentou os fortes preconceitos da sociedade da época para seguir sua vocação.

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