Aos 79 anos, o guitarrista Brian May, conhecido mundialmente por seu trabalho no Queen, também construiu uma trajetória acadêmica na ciência. O músico britânico é doutor em astrofísica pelo Imperial College London e retomou os estudos décadas depois de interromper a carreira acadêmica para se dedicar à música.
Além da paixão pela astronomia, May mantém uma longa atuação em defesa dos animais e da preservação ambiental. Desde 2013, ele transforma uma antiga área agrícola de 157 acres no interior da Inglaterra em um refúgio para a vida selvagem, com o plantio de mais de 100 mil árvores e arbustos nativos.
Como o guitarrista se tornou doutor em astrofísica?
A dedicação à ciência acompanha o pesquisador desde a juventude. Antes de alcançar o estrelato global com hinos musicais, ele estudava física e matemática no Imperial College London. O sucesso meteórico dos álbuns da banda interrompeu temporariamente sua trajetória na universidade durante a década de 1970.
O retorno aos estudos formais aconteceu décadas depois de consolidar sua carreira nos palcos. O cientista teve sua tese sobre poeira zodiacal aprovada em 2007 e recebeu oficialmente o título de doutor em 2008. O trabalho foi desenvolvido a partir de observações e estudos sobre a poeira presente no Sistema Solar.
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O título acadêmico abriu portas para colaborações práticas na exploração do sistema solar. O pesquisador colaborou com a equipe da sonda New Horizons, analisando imagens capturadas durante o sobrevoo histórico pelo planeta anão Plutão. Seu trabalho com imagens estereoscópicas contribuiu para a visualização tridimensional da superfície de Plutão.
O trabalho analítico com asteroides consolidou seu nome na comunidade astronômica internacional. Ele também colaborou com a missão OSIRIS-REx, ajudando os cientistas por meio de imagens estereoscópicas do asteroide Bennu utilizadas na análise da superfície e na escolha do local de coleta de amostras.
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Qual a relação entre astronomia e ativismo ambiental
A atuação científica é apenas uma das áreas que fazem parte da trajetória de Brian May. Paralelamente à carreira musical e acadêmica, o britânico se tornou um conhecido ativista em defesa dos animais e da preservação da natureza, incluindo campanhas contra o abate de texugos no Reino Unido.
Essa preocupação com a vida selvagem também se materializou em um projeto próprio. Em 2013, May iniciou a transformação de uma antiga área agrícola de 157 acres em Bere Regis, Dorset, em uma nova área de floresta nativa.
O que é o santuário ecológico do músico britânico
O santuário ecológico é conhecido como May’s Wood e foi criado para restaurar o habitat natural da região e favorecer a vida selvagem. Em 2024, May informou que o projeto já havia alcançado a marca de 101 mil árvores e arbustos nativos plantados, além de áreas de flores silvestres e vegetação rasteira.
O projeto florestal reflete décadas de ativismo em prol dos direitos dos animais. A conversão das terras rurais envolve etapas específicas de manejo para garantir a recuperação do solo e a criação de um ambiente favorável à fauna nativa.
- Plantio contínuo de mudas nativas para refazer a cobertura vegetal original da fazenda.
- Criação de áreas de vegetação que favorecem o estabelecimento da vida selvagem na propriedade.
- Manejo das terras sem o uso de pesticidas ou herbicidas.
- Restauração do habitat para favorecer a presença de animais silvestres da região.
Onde assistir aos filmes sobre o artista
A vida dupla entre as turnês musicais e os laboratórios atrai a atenção constante de produtoras de audiovisual. O público interessado pode acompanhar detalhes dessa jornada singular em diferentes produções disponíveis nos serviços de streaming. O premiado filme de ficção biográfica Bohemian Rhapsody e a trajetória de Freddie Mercury, mas não aborda o desenvolvimento da carreira acadêmica de May.
Entre as produções documentais sobre o músico está Brian May: The Badgers, the Farmers and Me (2024), que aborda sua atuação na discussão sobre a proteção dos texugos e a tuberculose bovina no Reino Unido. Esses materiais ajudam a mostrar diferentes aspectos da trajetória do músico fora dos palcos, incluindo seu trabalho como cientista e ativista pelos animais.

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