Exatamente um ano após abrir mostra retrospectiva de sua obra na capital paulista, a artista plástica Yoko Ono (75) voltou à cidade para semana de reencontros e comemorações: ao lado da amiga Tomie Ohtake (95), aplaudiu as batidas dos tambores japoneses na residência oficial do cônsul-geral do Japão em SP, Masuo Nishibayashi (56), no Morumbi, e conversou sobre arte.
O encontro era para homenagear os percussionistas do grupo Kodo, no Brasil pelo Centenário da Imigração Japonesa. Mas acabou reforçando os laços da amizade nascida um ano atrás, em chá na casa de Tomie. “Yoko e eu podemos conversar horas e horas sobre arte, pois temos muitas afinidades”, disse a artista. “Essas conversas fluem tão bem, com tanta intimidade, que parece que somos amigas há anos.” “Parece que eu e Yoko somos amigas há muitos anos.” (Tomie) De mãos dadas, Yoko Ono e Tomie Ohtake festejam o grupo de tambores Kodo. As artistas com Emílio Kalil na casa do cônsulgeral do Japão em SP.
A amizade delas foi o que mais chamou a atenção no almoço que teve entre os convidados o estilista Jum Nakao (42) e o produtor cultural Emílio Kalil (57), responsável pelas vindas da viúva de John Lennon (1940-1980) ao Brasil. “Ela me disse que em São Paulo se sente em casa e que gosta muito da Tomie. Quando as apresentei, imediatamente elas se deram muito bem”, afirmou Emílio. “Receber a visita de Yoko Ono é muito importante para a fortificação dos laços de amizade Japão-Brasil”, confirmou o cônsul.
Em tour por pontos culturais paulistanos, Yoko foi à unidade do MAC-USP no Parque do Ibirapuera, para o qual doou três obras, entre elas a Árvore dos Desejos, na qual convida a todos a escreverem pedidos para o mundo, recordando que seu sonho desde o assassinato de Lennon é o da paz universal.