TOULOUSE-LAUTREC

O pós-impressionista Toulouse-Lautrec (1864-1901) teve na noite parisiense sua maior inspiração. Retratou os personagens dos cabarés – dançarinas, prostitutas e boêmios, entre os quais se incluía – da excitante Paris da belle époque. Mostrou-os em telas e cartazes, suporte que elevou à categoria de arte. Para a crítica, porém, era um mero caricaturista. Avaliação equivocada. Vítima de uma doença óssea que lhe atrofiou as pernas, bem jovem ele já pintava, principalmente paisagens. Em Paris, sob influência das gravuras japonesas e de Degas (1834-1917), passou a captar momentos fugidios, sob ângulos inesperados e foco nas pessoas. Na curta carreira – morreu aos 36 anos -, produziu muito, mas sem a preocupação de vender. Até abandonou obras em casas que morou. Muitas foram destruídas.
Sua época
Sete anos depois do nascimento de Lautrec, o britânico Charles Darwin (1809-1882) chocaria o mundo com o livro A Descendência do Homem. Na obra, ele aplicava aos humanos o conceito de evolução, desenvolvido em A Origem das Espécies, de 1859, e sugeria haver ancestrais comuns para homens e macacos. Como o pai de Lautrec, Darwin casouse com uma prima. De seus dez filhos, três morreram e outros apresentaram doenças. Em seus livros, ele aventou a hipótese de tais fatos se deverem à consangüinidade.