Prêt-à-porter Hiver 2008/09 – Viktor & Rolf

Eles acham "sexy" dizer não!!

Pode até ser verdade: de sim em sim, a emoção se neutraliza, acaba. Então, Viktor & Rolf vão à luta e um violento “NO” explode forte, pintado no make das meninas, olhos negros como cavernas, “boquitas/bocões” rouge/rouge/rouge. “Nãos” nervosos, enlouquecidos, sofridos, como canta a horrorosa/maravilhosa Amy Whinehouse. Não, ela não quer “Wake up alone”, mas… Enquanto a vidinha da Amy vai “Back to Black”, Viktor & Rolf – parece – pegam uma carona sombria. Inverno europeu 2008/2009? Vai ser cinza, vai ser negro, vai ser afivelado, “acolchetado”, vai ser… “não??”

Sobre as silhuetas, os “falsos grampos” (que parecem antigos alinhavos de Yohjy) acabam como “bordados” roqueiros. E “quebram” legal a cara sisuda de um trench cinzento, a alfaiataria impecável das calças (cetim de seda, feltro e até algodão), o shape – não fossem os tais “grampeados” – nada revolucionário de um top. Atenção, politiquinhas antenadas: estou falando de “grampos metálicos”, completamente planeta fashion, nada a ver com os telefones grampeados do nosso “respeitável” Senado, viu? O casaqueto (new smoking?) de Viktor & Rolf é curto, meio blousé, e “usa” mangas bufantérrimas.

O que mais?? Babados, claro, marca registrada da dupla. Jabots cascateantes nas camisas, que eu adoro para sempre, golões empertigados nos coats aflanelados e assimetrias glamourosas, como no black dress de tafetá (veja à direita), o decote acaba embabadado de um lado só, e a barra da saia acaba embabadada exatamente do outro lado. Concordo: é um lance bonitinho, ainda que não “extraordinário”. O pior de tudo??? Essas botas de nylon cáqui ou de verniz negro, com esse show off de passantes gigantes, dublados de velcro. Uiuiui, as pernas “incham”, encurtam e vão “para o espaço”. Mas não flutuam, não. Afundam feio.