da Amazônia. O designer, de passagem pelo Brasil, ficou quatro dias visitando a Floresta Amazônica e revelou que foi a experiência mais emocionante de sua vida. Hospedado em São Paulo até segunda-feira, onde acompanha a SP Fashion Week, o estilista já freqüentou alguns dos restaurantes mais famosos da cidade, como o Rubaiyat Figueira e o Spot. Fã da moda brasileira, Kenzo Takada (68) criticou apenas a falta de carisma das modelos na passarela: “Eu falo para elas sorrirem, mas, não sei o que acontece, elas continuam sérias”, alfinetou.
Por Patrícia Moraes
-O que você está achando da moda brasileira?
-Pelo o que vejo na rua, a moda daqui é bem colorida e alegre, e eu gosto disso. Penso que tem que continuar assim, jovem…
-O que você está achando da moda brasileira?
-Pelo o que vejo na rua, a moda daqui é bem colorida e alegre, e eu gosto disso. Penso que tem que continuar assim, jovem…
-E do Brasil, o que está achando?
-Estou amando o Brasil. Ainda não tive muito tempo para conhecer São Paulo, mas fiquei maravilhado com a Amazônia. Fiz um passeio de barco e, quando paramos no meio do rio, tive um choque profundo, esse momento me comoveu muito. Fiquei surpreso com a beleza da natureza e o silêncio. Sempre sonhei visitar a Amazônia e estou tocado. A primeira loja que abri em Paris, que chamei de Jungle Jap, em 1970, foi inspirada em uma imagem que vi da Floresta Amazônica e pela qual me apaixonei.
-Estou amando o Brasil. Ainda não tive muito tempo para conhecer São Paulo, mas fiquei maravilhado com a Amazônia. Fiz um passeio de barco e, quando paramos no meio do rio, tive um choque profundo, esse momento me comoveu muito. Fiquei surpreso com a beleza da natureza e o silêncio. Sempre sonhei visitar a Amazônia e estou tocado. A primeira loja que abri em Paris, que chamei de Jungle Jap, em 1970, foi inspirada em uma imagem que vi da Floresta Amazônica e pela qual me apaixonei.
-Você vendeu a marca Kenzo para o grupo LVMH (Dior, Marc Jacobs). Por quê?
-O meu sócio-administrativo morreu em 1993 e eu me vi sem condições de gerir a empresa Kenzo. Eu sei criar, desenhar, mas não saberia administrar a marca. Hoje, sou colaborador da direção criativa e faço outros trabalhos como designer.
-O meu sócio-administrativo morreu em 1993 e eu me vi sem condições de gerir a empresa Kenzo. Eu sei criar, desenhar, mas não saberia administrar a marca. Hoje, sou colaborador da direção criativa e faço outros trabalhos como designer.
-Você imaginou que seria a referência que é? Pensou alguma vez que teria o reconhecimento do seu trabalho no mundo todo?
-Quando comecei, no Japão, em 1960, tive muita dificuldade. Era difícil conseguir escolas que aceitassem meninos para fazer curso de moda. Enfim, achei uma, onde iniciei meu processo criativo. Morava em um apartamento pequeno, que foi desapropriado para as Olimpíadas de 1964. Recebi uma indenização por ele e fui morar em Paris, onde comecei do zero. Só quatro anos depois tive coragem para abrir a minha primeira loja, onde tudo começou.
-Quando comecei, no Japão, em 1960, tive muita dificuldade. Era difícil conseguir escolas que aceitassem meninos para fazer curso de moda. Enfim, achei uma, onde iniciei meu processo criativo. Morava em um apartamento pequeno, que foi desapropriado para as Olimpíadas de 1964. Recebi uma indenização por ele e fui morar em Paris, onde comecei do zero. Só quatro anos depois tive coragem para abrir a minha primeira loja, onde tudo começou.
-Você falou da alegria brasileira. Acha que a moda está muito séria?
-Eu sempre falo para as modelos sorrirem, mas, não sei o que acontece, elas continuam sérias. Eu preferiria vê-las mais felizes na passarela.
-Eu sempre falo para as modelos sorrirem, mas, não sei o que acontece, elas continuam sérias. Eu preferiria vê-las mais felizes na passarela.
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