OS SONS E AS MUSAS DE ARTHUR MOREIRA LIMA

ELE APRESENTA SUA MÚSICA PELO PAÍS AO LADO DA MULHER, MARGARETH, E DA ENTEADA GRASIELA

Na varanda do hotel Grand São Luís, o pianista carioca entre a mulher, Margareth Garrett, e a enteada Grasiela
Na varanda do hotel Grand São Luís, o pianista carioca entre a mulher, Margareth Garrett, e a enteada Grasiela - Benedito Morais

por Sandra Câmara

O pianista Arthur Moreira Lima (67) e a mulher, Margareth Garrett (52), celebraram no Maranhão o fortalecimento de uma relação que segue firme e forte pelas estradas do Brasil. Foi na ilha de Florianópolis, em Santa Catarina, que o casal se conheceu. E foi na ilha de São Luís do Maranhão, conhecida como Ilha do Amor, que eles comemoraram os sete anos da união e a dedicação à arte com o projeto Um Piano pela Estrada – Nos Caminhos de JK. O pianista utiliza um caminhão- palco para viajar, e com ele leva a música erudita aos mais distantes lugares e aos mais distintos públicos do país.

Margareth, ao lado da filha Grasiela Garrett (30), não fica parada enquanto o marido trabalha. Mãe e filha são dentistas e idealizadoras do projeto Um Sorriso pela Estrada, que é realizado em conjunto com os concertos. As duas visitam escolas da rede pública nas cidades por onde a caravana passa, executando uma programação educativa preventiva em saúde bucal. Em São Luís, além de tocar, o carioca Moreira Lima aproveitou para rever os encantos do centro histórico da capital maranhense ao lado da mulher. Em entrevista à CARAS, o casal fala da vida e de seus projetos.

– A estada em São Luís foi boa?
Arthur – Foi ótima. Conseguimos passear pela cidade, que é muito linda. Estar em São Luís e não ver seus prédios históricos e os belos azulejos portugueses não teria a menor graça.
Margareth – Também aproveitamos para comprar algumas peças de palha de buriti (fruto típico da região). Em casa tenho muitos objetos de decoração que são do rico artesanato maranhense.

– Como foi o concerto, Arthur?
– Toquei na praça Maria Aragão, um espaço moderno projetado por Oscar Niemeyer, para uma platéia de cerca de 30 000 pessoas. O público interagiu bastante enquanto eu tocava um repertório que ia de Bach, Beethoven, Liszt, Chopin e Villa-Lobos a Astor Piazzolla, Pixinguinha, Ernesto Nazareth e até Luiz Gonzaga.

– O projeto é um sucesso, não?
Arthur – Aqui no Maranhão chegamos a um total de 200 apresentações. Foi uma comemoração em dose tripla, pois meu concerto em São Luís foi realizado no dia em que a cidade completou 395 anos e festejou os 10 anos do título Patrimônio Histórico Cultural da Humanidade. Já é a quarta vez que toco no aniversário dessa terra maravilhosa.
Margareth – No caso do projeto de saúde bucal, nossa idéia foi fazer uma parceria em família, voltada para educação, cultura e saúde. É gratificante, pois verificamos que nossa parte do projeto é vista com muita atenção pelas crianças e seus pais, e tem contribuído muito para melhorar o sorriso de nossos brasileirinhos. Eu e minha filha já chegamos a dar palestras para mais de 500 crianças! Na parte do Arthur, o projeto tinha mesmo de ser bem-sucedido. A maior qualidade de meu marido é a persistência. Quando ele idealizou o Um Piano pela Estrada não mediu esforços para realizá- lo, e conseguiu, com muita força de vontade, levar a música a diferentes lugares do país.

– No camarim você tem um quadro pintado por sua mulher. Qual é a história dele?
Arthur – Margareth o pintou no ano passado e me deu de presente. Foi uma grande surpresa, pois toda vez que eu entrava no ateliê que temos em casa ela dava um jeitinho de escondê-lo. Agora o levo aonde vou com meu caminhão.
Margareth – Gosto de pintar para recarregar minhas baterias espirituais. Retratei o Arthur tendo como cenário a praia do Santinho, em Florianópolis, onde moramos.

– Vocês estão juntos há sete anos. Qual o segredo?
Arthur – Minha esposa é uma mulher inteligente, bem disposta e preocupada com o próximo. É iluminada e altruísta, e, como gostamos de estar um ao lado do outro, o projeto fortalece nossa união. Colocamos amor na vida diária e também no trabalho. Na verdade, posso dizer que a Margareth é um sorriso pela estrada da minha vida. Essa frase é a ideal para defini-la. O sorriso dela é maravilhoso!