O CRISTO EM COR-DE-ROSA DE ANA MARIA BRAGA

Ela acende as luzes que simbolizam a campanha mundial pela luta contra o câncer de mama

Mais do que simbolizar a feminilidade e a delicadeza, o rosa tornou-se, por um tempo, a cor da luta pelo combate ao câncer de mama.

A campanha Outubro Rosa – Mulher Consciente na Luta Contra o Câncer de Mama, que há dez anos vem ‘pintando’ os principais pontos turísticos do mundo, como a Torre Eiffel, em Paris, o Teatro Scala, em Milão, e o Rockefeller Center, em Nova York, chegou ao Rio de Janeiro. Pelas mãos da apresentadora Ana Maria Braga (59), o Cristo Redentor ganhou iluminação cor-de-rosa por dois dias. “Assim que cheguei aqui tinha um monte de névoa. Agora as nuvens se foram. Foi como se a mão de Deus tivesse limpado o céu para esse momento tão especial. Esse movimento é um grito pelos direitos das mulheres”, disse a apresentadora, visivelmente emocionada com o convite.

Ao lado do padre Omar Raposo (29), das freiras das congregações Marcelina e Nossa Senhora do Bom Conselho, além da mastologista Maira Caleffi (44), presidente da Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), Ana Maria ressaltou a importância do evento. “O câncer detectado no início pode ser altamente curável. Ainda mais o localizado na mama, que é praticamente solta, está fora do corpo. Espero que a campanha atinja todas as mulheres e que elas batam nas portas dos hospitais exigindo o direito de fazer a mamografia”, disse ela, que em 2001 foi diagnosticada com a doença na região anal e se curou após tratamento.

Após acender as luzes do Cristo, a apresentadora seguiu para o Hotel Copacabana Palace, onde foi organizado um coquetel com a presença da jornalista Glória Maria, eleita a embaixatriz da Femama. “Na vida, cada um tem que dar um pouquinho. O mínimo que podemos fazer é colaborar para esclarecer as pessoas com relação ao câncer de mama, que também atinge os homens. Além de estar aqui, corro atrás, participando de todos os eventos da Femama, procurando falar com todo mundo, esclarecendo a importância da mamografia”, disse Glória.

Usando o Colar da Vitória, desenvolvido originalmente pela instituição americana Susan G. Komen For The Cure e cujas bolas simbolizam a variação dos tamanhos dos nódulos cancerígenos, a jornalista discorreu ainda sobre o orgulho de ser mulher. “Sabemos das dificuldades do ser feminino, mas ser mulher é ótimo, com suas glórias e tristezas. E hoje, no mundo, existem doenças globais, mas também soluções globais”, salientou.

Ativa participante de campanhas de luta pelo combate à doença, a atriz Letícia Birkheuer (30), que estava trabalhando como modelo na Espanha, mal havia desembarcado no Rio quando o coquetel começou. Mesmo assim, fez questão de comparecer. “Perdi um tio com leucemia quando eu tinha 12 anos e ele, apenas 27. Desde então, sempre colaboro. Fiz alguns bazares e estou atuando em eventos para arrecadar dinheiro para a construção do Hospital do Câncer Infantil no Rio”, contou ela.

Ouvindo a declaração de Letícia, Ana Maria Braga completou. “Estar à frente de movimentos como esse é uma questão de doação interior de cada um. O importante não é ser exemplo para ninguém, mas sentir que você pode ser o comecinho da motivação de alguém para lutar e livrar-se da doença. Hoje, quando chegar em casa à noite vou pensar: Nossa! Que dia lindo eu tive!”, disse a apresentadora.