por Caroline Salazar
Quem olha o rosto de boneca, com olhos azuis que mudam de cor conforme a luz – ora são cinzas, ora verdes – de Ana Saab (26) não imagina que ela já é mãe de um garoto de 8 anos, Lucca, fruto da união de sete anos com o empresário Alexandre Tank (31), de quem se separou em 2004. Pela primeira vez a atriz – que, após os sucessos teatrais Lolitas e Tristão e Isolda, vive Marta, na peça As Irmãs Siamesas, em cartaz em São Paulo – mostra seu apartamento, de decoração moderna, em bairro nobre na capital paulista. Esbanjando simpatia, ela falou à CARAS sobre a relação com o filho, e porque trocou uma bem-sucedida carreira de advogada pelas artes dramáticas. Ana, que tem no currículo as novelas Os Ricos também Choram e Maria Esperança, ambas do SBT, e Cidadão Brasileiro, da Record, descreve ainda como concilia a carreira com o papel mais feliz de sua vida, o de mãe de Lucca.
– Você foi mãe aos 18 anos. Como é ter de deixar de lado a adolescência e gerar uma vida?
– Conheci Alexandre aos 13 anos, no colégio. Em 1998, aos 18, me casei. Ele foi meu primeiro namorado, meu primeiro amor. Fiquei grávida quando fazia a faculdade. Larguei tudo para cuidar do Lucca. Troquei baladas por fraldas, mamadeiras e responsabilidades. O resultado foi maravilhoso. Ele foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Ser mãe é questão de instinto: quando você acha que não sabe o que vai fazer, a resposta vem como o ar que respiramos.
– Você é advogada e foi diretora jurídica da Casa Cor. Como começou a atuar como atriz?
– Desde pequena sonhava em ser advogada. Terminei a faculdade após o nascimento do Lucca. Fiz pós-graduação na Fundação Getúlio Vargas, era a minha vida. Trabalhava de 10 a 12 horas por dia. Estava estressada e, para relaxar, fui estudar teatro na escola do Wolf Maia, em 2004. Quando subi no palco, me apaixonei. Em 2005, fazia o 3o módulo do curso e ingressei em outra escola de artes dramáticas, a Célia Helena. Vi que era o que queria para o resto da vida. Já, na Casa Cor, o maior evento de decoração da América Latina, comecei como assistente e cresci. Foi ótimo mas, como advogada, hoje, só toco processos que já estavam em andamento. E no teatro, claro, reviso os contratos de minhas peças.
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– Como é a rotina com Lucca?
– Uma delícia. Mesmo estando em cartaz às terças e quartas com As Irmãs Siamesas, no Espaço Satyros I, no centro, acordo às 6h45 todo dia. Tomamos o café juntos e o levo para a escola e para o inglês. O pai leva para o futebol. Meu filho é supercompanheiro. Adoramos jogar peteleco (espécie de sinuca com as mãos, apresentado ao menino por Taumaturgo Ferreira). Quando menina, eu dançava balé e jogava futebol. Ser mãe é meu melhor papel. Todas as mulheres têm de experimentar a maternidade. E gostamos de passear, ir ao cinema, ver DVDs, e até ir ao supermercado.
– O que mais gosta de fazer?
– Ler. Estou lendo O Ano do Pensamento Mágico, da escritora e jornalista americana Joan Didion. Ela conta a história de sua vida, que inclui a descoberta da séria doença da única filha e a perda do marido.
– Como cuida do corpo?
– Pelo menos uma vez por semana tomo banho de hidromassagem, com incenso, velas perfumadas. Malho e faço drenagem linfática três vezes por semana. Uso cremes com cheiro de fruta e, claro, os que reduzem medida. Sou vaidosa. Não deixo nunca de ser mulher, nem de fazer o que me dá prazer.
– E a diversão?
– Vou a baladas e faço jantar em casa para os amigos. Vivo intensamente. Mas, se precisar escolher, pendo para o lado de Lucca.
– Como está o coração?
– Batendo mais forte. (risos) Sou romântica, as amigas dizem que tenho ‘síndrome da Julieta’, como a Taty, de Lolitas. Acho que estou apaixonada. É alguém que conheço há um tempão, mas estamos juntos de verdade há pouco. Por isso vou prefiro esperar para apresentá-lo. Mas quem sabe não encontrei o meu príncipe encantado?