O ator e diretor Marcos Paulo (57) abre um sorriso, é rápido e direto ao falar sobre seu atual momento. “Estou muito feliz pessoalmente e não poderia estar mais profissionalmente. Realmente, agora tudo está dando muito certo na minha vida”, festeja. Há um ano e meio namorando a atriz Antônia Fontenelle (35), ele se divide ainda entre a direção do seriado global Malhação, da peça Vidas Divididas e a produção do longa que marcará sua estréia como cineasta: Assalto ao Banco Central, ainda sem data de estréia. “E talvez ainda faça uma participação em outro longa, como ator, em janeiro. É só organizar tudo direitinho que dá para fazer ainda mais coisas”, garante, rindo da própria agenda de trabalho.

Mas na Ilha de CARAS, em Angra dos Reis, Rio, Marcos conseguiu descansar. Acompanhado pela caçula, Giulia (7), da união com a atriz Flávia Alessandra (34) – ele também é pai de Vanessa (38), com a modelo italiana Tina Serina, e de Mariana (27), com a atriz Renata Sorrah (61) – , e por seu fiel escudeiro, o cão Akil, da raça rodesiano, ele fez caminhadas, andou de jet-ski e recarregou as energias para voltar à sua extensa lista de compromissos.

– Você agora está à frente de Malhação. É diferente de dirigir uma novela tradicional?
– Além de não ser uma história com começo, meio e fim, outra coisa que adoro é trabalhar com jovens. Isso é muito gratificante porque eles ainda não têm os vícios dos profissionais com mais tempo de estrada. E, no fim do dia, você ainda se sente formando toda uma geração de atores.

– Como consegue se desdobrar em tantos trabalhos?
– O segredo é ter boas equipes. E eu estou cercado por pessoas de extrema competência. Assim fica muito fácil e possível fazer várias coisas ao mesmo tempo.

– Você está acumulando quase tantas funções quanto o Miguel Falabella. Pretende ser carnavalesco também?
– Ainda não (risos). Por enquanto, carnaval é só diversão. Mas gosto de trabalhar muito. Faço tudo com prazer, por isso não me sinto estafado.

– E dá tempo para namorar?
– Ah… Isso sempre dá.

– Você e Antônia já estão morando juntos? Pensam nisso?
– Ainda não. Estamos ótimos e muito felizes namorando.

– Giulia e Antônia têm uma relação harmoniosa?
– A melhor possível. Elas se dão superbem. É muito tranqüilo.

– Na peça, você trabalha com a Antônia. É complicado?
– Não, porque nós nos respeitamos. No teatro, sou o diretor
e ela, a atriz. Não misturamos as coisas. Por isso dá certo. Estamos viajando pelo Brasil e, no próximo ano, devemos fazer Rio de Janeiro e São Paulo.

– E por que você resolveu fazer cinema agora?
– Depois de anos trabalhando na televisão, quero me arriscar um pouco. Estava sentindo necessidade de contar uma história no cinema, mas queria um roteiro forte. Fiquei um tempo procurando até que me deparei com o episódio do roubo ao Banco Central de Fortaleza, o maior assalto a banco do país. A história é boa, afinal os ladrões levaram mais de R$ 164 milhões sem dar um tiro sequer.