Italianos e brasileiros com raízes italianas, como a atriz Luana Piovani (32), que comemorava a cidadania recém-adquirida, e Antonio Calloni (46), que foi alfabetizado em italiano, se juntaram a autoridades de São Paulo na abertura da 4ª mostra Venezia Cinema Italiano, na terça, 25, no Auditório Ibirapuera, na capital paulista. À vontade e sorridente, Luana demonstra estar recuperada do trauma da separação do ator Dado Dolabella (28), após incidente em que ela e sua camareira foram agredidas. “Estou juntando os cacos e recolhendo todas as pedras que me jogam para fazer meu castelo”, disse a atriz, usando top de crepe de seda com estampa militar. Tanto está recuperada, que praticamente já assumiu o novo amor: “a fila de espera está grande, mas a senha eu entreguei para um só”, brincou ela, referindo-se ao empresário mineiro Felipe Simão (27).

Luana passou todo o coquetel que antecedeu a projeção do filme Il Papà de Giovanna ao lado de Calloni e do empresário Gaetano Lops (31), que terminou o casamento de 12 anos com a cantora Elba Ramalho (56) há dois meses e meio. Calloni exibia a nova silhueta, com 20 quilos a menos, e ‘desenferrujava’ o italiano com os atores presentes. O festival foi organizado pela embaixatriz italiana Elena Valensise (37), que estava radiante num vestido verde-esmeralda – italiano, naturalmente – para orgulho do embaixador Michele Valensise (56). A mostra existe desde que o casal veio morar no Brasil, há quatro anos, e tem o objetivo de propagar a cultura italiana no país. A embaixatriz é muito ligada às artes, tanto é que trabalhava na Bienal de Veneza, uma das mais importantes do mundo, antes de se mudar para o Brasil.

A sintonia era total entre o embaixador e os outros responsáveis pelo festival – neste ano patrocinado pela operadora de telefonia celular TIM -, o prefeito Gilberto Kassab (48) e o secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo (52). A comunidade do cinema brasileiro estava representada pelo diretor Bruno Barreto (53), que contou que seu O Casamento de Romeu e Julieta é dedicado ao cineasta italiano Pietro Germi.

No dia seguinte, foi a vez de a empresária Cristiana Arcangeli (43) receber vips do festival em seu belo château no Jardim Europa, num lindo míni vermelho. Os atores italianos Silvio Orlando (51) e Maria Laura Rondanini (43), recém- casados, viajaram a São Paulo após lua-de-mel em Fernando de Noronha, Olinda e Salvador. Ele foi a estrela do festival, já que recebeu recentemente o prêmio Coppa Volpi de Melhor Ator no Festival de Veneza, por Il Papà de Giovanna. Ele estava impressionado com a diversidade brasileira, que na sua opinião é a característica mais marcante do país. A turma de italianos se completava com Luigi Cuciniello (46), curador de cinema da Bienal de Veneza.

Não é a primeira vez que Cristiana se envolve com a mostra: na edição anterior, ela foi uma das patrocinadoras. O carinho com o cinema italiano se deve ao fato de ela própria ser cidadã italiana. Os cerca de 150 convidados curtiram noite agradável ao redor da piscina e nos salões projetados pelo arquiteto João Armentano (48), brindando com champagne rosé e caipirinhas de frutas tropicais. O som comandado pelo DJ Joca Guarín (25) animava sem atrapalhar a conversa do artista Gustavo Rosa (61), um dos primeiros a chegar, junto com Andrea Matarazzo.

O festival mostrou sete dos melhores filmes italianos atuais em seis dias de evento, e foi aberto ao público. Os atores Leonardo Miggiorin (26) e Gabriela Moreira (25) garantiram seu lugar na sessão da estréia, que a atriz Marisa Orth (45) acabou perdendo por causa do trânsito.