LUANA PIOVANI CINTILANTE
Força e talento dignos de uma constelação
Nem tinha como ser diferente: Luana Piovani (32) faz parte do time das 15 celebridades mais vistas nas capas de CARAS. Ela é linda, talentosa e dona de brilho único, exaltado pela peça em forma de estrela que a musa recebeu em tarde no hotel Emiliano, em São Paulo.
“Sabia que vocês tinham bom gosto, mas isso aqui é um espetáculo”, aprova Luana, fã de estrelas – são cinco tatuadas pelo corpo.
“Achei o design interessante. A estrela é aberta, como acho que tem de ser mesmo: a nossa estrela não pode nunca se fechar. Até porque ninguém nunca se sente completo, não é? Se algum dia nos sentirmos assim, perfeitos e completos, está na hora de morrer. É sempre bom achar que falta um pedaço, que ainda precisamos aprender algo. Isso nos incentiva a ir adiante”, afirma ela, em cartaz no Rio com o impactante Pássaro da Noite, o seu primeiro monólogo e mais um feito da Luana Piovani Produções, que abriu aos 16 anos, prenúncio de que a loura de Jaboticabal (SP) não tinha vindo ao show business a passeio.
– Você já ilustrou 13 capas. Elas contam a sua história?
– Sim. Na verdade, é uma mistura de diário com álbum de fotografias da minha vida. É engraçado; você percebe mudanças e tem passagens registradas e eternizadas. CARAS mostra momentos importantes na minha vida e de gente que foi especial para mim.
– Acredita que sua trajetória está bem representada ali?
– Claro que faltam coisas, mas, para ser perfeito, teria de ter uma CARAS só para mim. (risos) Mas está muito bem representada.
– De quais capas mais gosta?
– Muitas. A primeira é aquela de julho de 1999, em que eu estou de terninho; marca o início da minha carreira de produtora de teatro, quando resolvi ir atrás dos meus sonhos. Não precisei que ninguém viesse atrás de mim para me convidar para nada. Era eu quem estava batalhando pelo que gostaria de realizar. Também gosto muito daquela de fevereiro de 2000, na qual estou em Morro de São Paulo, Bahia, quando estava encerrando a turnê da minha peça, A.M.I.G.A.S., pela qual tanto lutei, na época da capa do terninho, para conseguir. Também já estava decidida a não renovar contrato com a Globo e ir para os EUA estudar teatro. Foi um grande passo aos 23 anos.
– Alguma capa a entristece?
– A da perda do meu bebê, em agosto de 2004 (ela estava grávida de dois meses do parceiro à época, Rico Mansur). Mas faz parte da minha história, não dá para ter uma vida só de ganhos, toda história tem perdas e ganhos. E eu estou feliz com a minha vida. Consegui aceitar as minhas perdas.
– Costuma reler matérias?
– Não. Sou muito nostálgica e, para passar da nostalgia à melancolia, é ‘um palito’. (risos) E, como vivo muito intensamente, quando eu vejo é como se eu tivesse revivendo aquele momento. Gosto de ver as capas, mas jamais conseguiria reler as matérias.