Lília Cabral vai ao Emmy: “Tomei um susto”

Lília Cabral vai ao Emmy: "Tomei um susto"
Lília Cabral vai ao Emmy: "Tomei um susto" - João Miguel Jr. / TV Globo

A atriz Lília Cabral diz que tomou um susto quando soube que estava entre os cinco indicados a Melhor Atriz no Emmy Internacional, o Oscar da TV mundial, por seu trabalho como a Marta de Páginas da Vida, do ano passado. “É muito distante. Por mais que você saiba que as novelas brasileiras façam sucesso lá fora, a gente não tem dimensão”, disse com exclusividade ao Portal CARAS. O Brasil é líder entre os países latinos, com sete indicações. Delas, cinco são da Globo. Lázaro Ramos concorre a Melhor Ator por Cobras e Lagartos; Os Amadores, Antônia e Por Toda a Minha Vida com Elis Regina disputam outras categorias. Mothern, do GNT, e O Menino Maluquinho, da TVE, também representam o país na premiação, que acontece em novembro em Nova York, nos Estados Unidos.

por Marcelo Bartolomei

– Qual a sensação de ser indicada ao Emmy Internacional?
– É um susto. É muito distante. Por mais que você saiba que as novelas brasileiras façam muito sucesso fora do Brasil, que são conhecidas e que o trabalho é visto por gente que você não imagina, a gente não tem a dimensão. Quando eu soube que eu era semi-finalista, fui me inteirar do que era o Emmy. É o Oscar da televisão, né? E o internacional é mais complexo, pois é muita gente participando, concorrendo… muita atriz, ator, muita gente concorrendo.

– Mas você esperava? Acha que tem chances?
– Já achei que a semi-final era um prêmio. Mas agora que virei finalista, já ganhei de novo. Essa é a sensação que tenho. A televisão brasileira, principalmente a Rede Globo, fez muito bonito. Todos os programas que estão concorrendo são de nível internacional. Os Amadores, Antônia e o da Elis Regina são maravilhosos. O Lázaro Ramos, nem se fala. Estou rodeada de gente muito talentosa.

– O seu prêmio já começou com o personagem, segundo você mesma diz…
– A Marta foi um personagem rico, que existia não somente para fazer a vilania, mas para questionar os valores da sociedade. O Manoel Carlos sabe escrever como ninguém. Ele diz que não, mas eu não seria nada se ele não tivesse escrito da maneira como escreveu. A gente contribui muito e eu estudei para isso, pois não queria decepcionar ninguém, já que ele estava me dando esse personagem. Eu me sentia muito confortável porque era um personagem muito bem-escrito, muito bem-delineado, não tinha truque, era verdadeiro… Ele me ajudou em todos os sentidos. Agradeço a ele. Toda hora a gente se encontra aqui no Leblon e eu o agradeço, pois ele foi um autor muito generoso comigo.

– Você ainda é parada na rua para ouvir elogios ou reclamações da Marta?
– Agora me param na rua para falar da minha peça, O Divã, que reestreou com o maior sucesso no Rio. Na verdade, as pessoas falam da novela, mas também dizem que foram ver a peça, que é um sucesso, é vitoriosa. Agora vamos fazer uma curta temporada de viagem para Brasília, Goiânia e Niterói.

– Preparada para arrumar as malas e passar pelo tapete vermelho?
– Mas é lógico. Tenho que ir. Acho que qualquer um iria. Não tem essa de dizer que acha besteira. Vou mesmo.