LETÍCIA BIRKHEUER: MADURA PARA A VIDA

Modelo, atriz e apresentadora conta, em Portugal, não temer desafios

Portugal já a viu em três novelas da Globo. A primeira foi Belíssima (2005), depois, Pé na Jaca (2006), e a mais recente, Desejo Proibido (2007). Em recente viagem à capital do país, Lisboa, a atriz e top model gaúcha Letícia Birkheuer (30) colheu os louros de sua atuação na TV, ao receber o carinho do público luso.

De quebra, pôde matar saudades do namorado francês, o empresário Jean-Jaques Murray (42). Agora, mergulha de cabeça em nova empreitada: apresentar o programa de moda e entrevistas Básico, do canal pago Multishow. “Descobri que tenho dom para isso. Adoro conversar.”

Letícia passou por Lisboa na condição de embaixadora do Concurso Cabelos Pantene. Afinal, foi depois de um corte de cabelo que iniciou o percurso que a tornou a sétima modelo brasileira mais bem paga do mundo.

– Por que que atribui seu sucesso a um corte de cabelo?
– Porque o grande impulso na minha carreira aconteceu quando cheguei a Paris e a minha agente, portuguesa, me disse que tinha de mudar o visual para conseguir trabalho. Ela pediu para repicar o cabelo e escurecê-lo. Em seguida desfilei para Valentino, depois fiz campanha do Kenzo. Em dois meses estava em todas as revistas.

– A carreira de modelo era um sonho de menina?
– Nunca sonhei ser modelo. O meu sonho era ser a melhor jogadora de vôlei do Brasil. Comecei a trabalhar como modelo porque fui ver como era e, quando percebi que tinha oportunidade de viajar pelo mundo inteiro e ainda por cima ganhar dinheiro, fiquei.

– Como foi se ver como atriz?
– Nunca quis ser atriz, como também nunca tive a pretensão de ser modelo.

– Então, a vida vai apresentando desafios e você os aceita?
– Sim. Em 2005, vivia em Nova York, fui ao Brasil e um produtor da Globo me convidou para o papel de filha da Glória Pires em Belíssima. Aceitei e hoje minha casa é no Rio.

– Depois de superar a dor de um casamento cancelado e relacionamento rompido, após sofrer um aborto espontâneo, você ainda cultiva o desejo de casar?
– Na minha vida profissional, faço planos, na pessoal não. Acho que os sentimentos não se planejam. Não nego que tenho o sonho de ter uma família e filhos lindos.

– E como vai o namoro?
– Está tudo bem com Jean- Jacques. Começamos a namorar há três meses e não se conhece ninguém em três meses. O amor é uma coisa calma, não pode ser inconseqüente. Aproveitamos a viagem para matar as saudade.

– O sofrimento que o fim abrupto de uma gravidez implica mudou sua forma de pensar?
– Fiquei mais contida. Aprendi a me proteger, sem deixar de viver. Temos de ser fortes e cuidar para não sermos frágeis. Não o sou na vida profissional, por isso também não posso sê-lo na sentimental.