GLÓRIA QUER APENAS AMAR E SER LIVRE
EM PARIS, JORNALISTA DIZ QUE SAIU DO FANTÁSTICO PARA BRINCAR DE VIVER

por Jackson Bezerra
Bonita, vaidosa, às vezes controversa, e acima de tudo competente, Glória Maria dispensa, mas merece apresentação. Há 30 anos na Globo, nascida em 15 de agosto de um ano nunca revelado, ela é uma das mais respeitadas jornalistas do Brasil e um dos rostos mais conhecidos do país graças, principalmente, aos dez anos à frente do Fantástico. Surpreendendo a todos, sete meses atrás a carioca se desligou do programa e iniciou período de “dois anos sabáticos”. Ela diz precisar de tempo para projetos, entre eles a gravação de um CD e a finalização de um livro, mas o que quer mesmo é viver a vida. Em Paris, flagrada justamente “vivendo a vida” no Jardim de Luxemburgo, falou com CARAS:
– O que mais está lhe dando prazer nestes sete meses?
– Os domingos! Passei dez anos sem domingo e não quero mais isso para mim. Nem me lembrava como é bom passear com os amigos, com minhas afilhadas! Chega de trabalhar nos fins de semana!
– E o Fantástico?
– Não volto mais. Continuo contratada da Globo, mas quero começar algo novo. Na minha vida, não ando nem olho para trás.
– Você se arrepende de ter passado tanto tempo no programa?
– Não me arrependo de nada. Por opção minha eu não vivi neste período, eu trabalhei. E também por opção minha agora resolvi brincar de viver.
– Vai dar tempo de fazer tudo o que você quer nesse período?
– Acho que vou precisar de pelo menos mais um ano além dos dois combinados. A Globo vai saber disso por essa entrevista… (risos)
– Você parece estar bem animada, com muita energia…
– Energia é tudo. Muita gente pensa que, por eu não falar a minha idade, tenho medo de envelhecer. Isso é uma bobagem. Não mencionar a idade virou uma brincadeira para mim. Tenho medo é de ficar sem energia.
– Você se considera ansiosa?
– Sei que meu tempo é agora, encaro tudo, quero aproveitar enquanto estou bonita e com saúde. Mas não sou ansiosa. Nisso a terapia me ajudou muito. São 18 anos com seis profissionais diferentes.
– Qual o aprendizado mais importante que esse tempo todo de terapia lhe trouxe?
– Aprendi a ser tolerante, a ter mais flexibilidade. Muitas vezes faltou tolerância no campo profissional e também no amoroso. Eu não tinha paciência para investir numa relação. Melhorei muito!
– Você está solteira agora?
– … (ela respira fundo)
– Senti uma pequena pausa dramática… (risos)
– Estar solteira não significa que não estou apaixonada. Se eu não estiver amando eu morro! Mas não vou dizer o nome…
– Como ele é?
– Bem-humorado, gentil. Homem tem que abrir porta de carro, puxar cadeira para eu me sentar, pagar a conta.
– Presentear com jóias…
– Eu compro as minhas. Mas se ele quiser me dar, aceito. (risos)
– Há pouco vi você na Bulgari. Comprou alguma jóia?
– Não, fui apenas levar um relógio para consertar. Preciso é de duas bolsas incríveis que vi na Chanel e não tive tempo de fechar o negócio. Não vejo a hora de acabarmos a entrevista para ir até lá.
– Seria maldade prender você ainda mais…
– Ai, muito obrigada! Deixa eu correr então…