Giovani e seu apaixonante clã
Cantor desfruta seu refúgio de paz e tranqüilidade em Franca
É com a mesma simplicidade de antes da fama, quando apenas tocava em barzinhos na cidade de Franca, interior de São Paulo, que o cantor sertanejo Giovani (38) leva a vida até hoje, apesar do sucesso. Nascido na cidade do interior paulista, quando não está com seu parceiro de dupla, Gian (41), ele faz questão de aproveitar o tempo livre ali mesmo, na região, na tranqüilidade de seu rancho, acompanhado da mulher, Laisa Moraes (34), e dos filhos, Marcelo (12) e Géssyca (16).
“O objetivo deste lugar é esquecer o relógio. Ficar aqui, sem hora pra nada. Simplesmente relaxar”, afirmou o artista ao lado de seu simpático clã. “Este é nosso cantinho do céu. Aqui, resgatamos todas as energias”, completou Laisa, contemplando a atraente paisagem da represa que cerca o refúgio da família. É nela que o quarteto se diverte, pesca, passeia de jet ski e curte a lancha, que leva o nome da musa do cantor. “Um amigo me disse que dava sorte colocar o nome da esposa no primeiro barquinho”, explicou Giovani, que prontamente seguiu a dica, batizando de Lady Laisa o presente que ganhou da mulher, há dois anos.
Em uma tarde especial, Giovani recebeu a CARAS com exclusividade em sua agradável propriedade.
– Com tantos shows, é difícil desfrutar um tempo só com a família. O que vocês gostam de fazer quando têm essa chance?
Giovani – Na metade e no final do ano é quando dá para a gente curtir mais. Quando estamos aqui, aproveitamos cada momento, cada espaço. Quando dá pra viajar, amamos esquiar na neve.
– E quando você está em turnê, eles o acompanham?
Giovani – É muito raro a família ir junto. No início, a Laisa acompanhava bastante, mas é cansativo, então ela parou. Quem sempre vai comigo é o Marcelinho.
– Inclusive ele participou da gravação de seu DVD ao Vivo, Uma História de Sucesso, interpretando a canção Te Amo, não?
Giovani – Isso mesmo. O Marcelinho sempre gostou de cantar, gosta do palco, de viajar, então me acompanha. É um escolha dele, não uma imposição minha.
Marcelinho – Desde os 4 anos canto com meu pai e pretendo seguir no meio artístico. Não sei se no sertanejo, pois tenho uma banda de rock com meus amigos, que se chama Insight.
– E a Géssyca? Também pretende entrar nesse meio?
Giovani – Acredito que não, porque a Géssyca não gosta de aparecer em lugar nenhum.
Géssyca – Não faço idéia do que quero fazer, só sei que não vou seguir a carreira artística.
– A Laisa não tem ciúme de você viajar pelo Brasil sozinho?
Giovani – Ela me conheceu quando eu tocava em barzinhos ainda, então entende bem. Já estamos juntos há 18 anos.
Laisa – No começo eu tinha ciúmes sim, mas hoje não mais. Quando viajo, não vou para vigiar, e sim para assistir aos shows.
– Qual o segredo para tantos anos de uma união feliz?
Laisa – Acho que a honestidade, o companheirismo, a sinceridade, a cumplicidade, a família… Giovani é um pai maravilhoso, carinhoso e muito presente. Supre sempre todas as necessidades, tanto minhas quanto das crianças.
Giovani – Depois pega meu cartão e gasta o que quiser, amor. (risos) Eu sei que esperar é muito difícil, e a Laisa sempre faz isso por mim. Ela está sempre aguardando minha agenda de compromissos. Essa cumplicidade, esse cuidar um do outro… Não sei viver longe disso. Crise todo casal passa, mas o que a gente quer é envelhecer junto, sentadinhos no sítio, curtindo esse lugar.
– Por que escolheu sua cidade natal para construir o rancho?
Giovani – Assim como eu e a Laisa, a Géssyca e o Marcelinho nasceram aqui em Franca, então procuramos lembrá-los da simplicidade da vida nesta fase da adolescência, senão eles perdem um pouco da referência.
– E as crianças, com quem elas se parecem mais?
Giovani – Cada um puxou um. O Marcelo parece comigo, pelo menos até agora. A Géssyca puxou o nervosismo da mãe. (risos)
Laisa – Essa parte você pode pular, amor. (risos) Mas ela é mesmo igual a mim, determinada, sincera. Às vezes até demais. Eu já sei dosar. E ela também é ciumenta ao extremo.
Géssyca – Sou mais ciumenta do que minha mãe com meu pai.
– Em seu site, você escreveu que no futuro, quer uma carreira sólida cercada de muitos amigos. Esse não é o seu presente?
Giovani – Na verdade, quero que essa carreira sólida que construí permaneça. Muitas carreiras têm prazo de validade, como a de jogador de futebol, por exemplo. Já a música, não. Isso é um privilégio que temos para o resto da vida, de vender paixão, emoção, protesto, sonho. Mas nada do que você construir vale sem seus amigos por perto. Nem tudo é tão fácil como as pessoas acham. É melhor do que a gente sonhava, mas é mais batalhado do que pensam.
– Como fica longe de fofocas?
Giovani – Acho que tratar as pessoas bem faz com que elas vejam que histórias mentirosas não são interessantes. A gente preza pela família. Isso é o que tem que estar em alta. Graças a Deus só divulgam coisas boas por aí. A gente procura ser bom filho, bom pai, bom marido, bom amigo. Meu pai falava que plantar não é obrigatório, mas colher é. Então, é bom ter cuidado com o que se planta.