Eterna diva, a atriz italiana Gina Lollobrigida (81) recebeu justíssima homenagem no encerramento do 3o Festival Internacional de Cinema de Roma. A mulher que em 1955 ganhou da crítica o rótulo de a mais bonita do mundo – após estrelar filme homônimo, La Donna più Bella del Mondo, ao lado do conterrâneo Vittorio Gassman (1922-2000) -, provou que ainda é capaz de brilhar no red carpet, até de guarda-chuva em punho. De conjunto preto e fino colete bordado com pérolas, Gina caminhou altiva em direção ao palco do Auditorium Romano, desta vez para ser agraciada com o Marco Aurelio de Ouro, pelo conjunto da obra. O mesmo troféu foi concedido no início da mostra ao ator e diretor Al Pacino (68), ítalo-americano.

Na cerimônia em seu tributo, La Lollo foi ovacionada ao exibir o documentário Gina Lollobrigida – Um Simbolo Italiano nel Limpo, dirigido e montado por ela. Perguntada se pensa em voltar às telas, ela disparou: “Posso voltar ao cinema caso algum diretor inteligente consiga me convencer”. Popular nas telas italianas e hollywoodianas nas décadas de 1940, 50 e 60, Gina começou a se afastar da sétima arte nos anos 1970, quando decidiu também se dedicar a duas outras paixões: fotografia e escultura. “Estudei para ser fotógrafa e escultora, o cinema foi um acaso em minha vida”, declarou certa vez. Em homenagem ao seu país, a diva publicou o livro de fotografias Italia Mia. Neste ano, inaugurou na Itália a exposição Vissi d’Arte, com grandes esculturas de bronze e mármore que retratam sua trajetória cinematográfica