GAUGUIN

A arte do francês Paul Gauguin (1848-1903) reflete sua procura pelo primitivo e sua rejeição à civilização. Pintor de fim de semana desde os 25 anos, passou a se dedicar só à arte aos 35, por influência de Camile Pissarro (1830- 1903), no auge do impressionismo. Logo, porém, afastou-se da escola, optando por cores mais vibrantes, tintas puras e contornos negros, linguagem criada com Emile Bernard (1868-1941). Aos poucos, sua escolha de cores tornouse arbitrária: Passatempo (acima) foi ironizada pelo rio e pelo cão vermelhos. A obra é do período que o artista passou no Taiti, em busca de uma espécie de paraíso. Rebelde e inquieto, sofreu com a incompreensão, mas suas obras revelam momentos de felicidade e paz.
Sua época
Paul Gauguin viu nascer o colonialismo na França. Depois da conquista da Argélia, iniciada em 1830, o país avançaria sobre continente africano e o Pacífico, anexando o Taiti e o conjunto de mais de 100 ilhas em torno dele, onde Gauguin viveu durante anos. Outros países europeus também se lançaram às conquistas na época, em busca de matériaprima, mão-de-obra e mercado para a sua indústria. Para se ter uma idéia, em 1875 a Europa detinha 11% do território africano. Em 1902, já dominava 90%.