Etimologia
Utensílio essencial, colher veio do Francês cuillère, palavra vinda do Grego kokhliárion. Seu companheiro inseparável, o garfo tem origem controversa, sendo talvez proveniente do Latim graphium, utensílio de três ou quatro dentes usado também nas atividades agrícolas.

Acrônimo: dos compostos gregos akro, alto, cume, extremidade, e nymos, nome, palavra. Este segundo composto está presente em sinônimo e antônimo, designando palavras de significados semelhantes e os seus contrários, respectivamente. O primeiro composto está presente em acrópole, o ponto mais alto das antigas cidades gregas, onde eram construídos os templos e os palácios. E em acrofobia, medo de altura. Acrônimo designa palavra formada pela inicial ou por mais de uma letra dos segmentos sucessivos da locução, como em ONU (Organização das Nações Unidas).
Colher: do Francês cuillère, palavra vinda do Grego kokhliárion pelo Latim cochlearium. A origem remota destas palavras é que a concha do caracol em Grego é kokhlías, provavelmente porque foi usada como um dos primeiros utensílios para comer algo líquido. No Francês, cuillière tem registro ainda no século XII, mas no Português só no século XIV, pois a presença árabe em Portugal influenciou no ato de comer pegando os alimentos diretamente com as mãos, o que ainda permanece no caso do pão, especialmente. O garfo já estava na mesa portuguesa no século XIII e a faca chegará só no século XV, vinda talvez de um dialeto africano sudanês, no qual faka e ni-vaka designavam objetos cortantes semelhantes ao talher, que depois se consolidaria com este nome, ainda que o Latim vulgar falcula, foicinha, de falx, foice, possa ter influenciado.
Garfo: de origem controversa, talvez do Latim graphium, utensílio de três ou quatro dentes, que, do tamanho grande com que era usado na agricultura, veio para a mesa em miniatura daquele. Tridente, do Latim tridente, declinação de tridens, o cetro do deus Netuno, tem a forma de um garfo e foi parar nas mãos do Diabo, não para o Maligno comer os condenados, mas para fazê-los sofrer, virando-os nas chamas do Inferno. O garfo não serve apenas para comer, pois seu étimo está presente em garfar, roubar, não só a comida do próximo. Na formação, a palavra pode ter tido influência do Espanhol garfa, garra.
Nasa: do acrônimo das iniciais de palavras do Inglês National Aeronautics and Space Administration (Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço), criada em 1958, em substituição à Naca (National Advisory Committee for Aeronautics, Comitê Consultivo Nacional para a Aeronáutica). No Português, Nasa seria Anae, mas predominou a língua de origem. Constante nos noticiários sobre a conquista do espaço sideral pelos norteamericanos a partir dos anos 1960, tornou-se palavra cujo significado é facilmente entendido — designa a agência norte-americana encarregada das viagens à Lua, por exemplo —, sem que leitores ou ouvintes precisem saber o exato significado de cada letra do acrônimo. É o mesmo caso de Sudam, que o dicionário Aulete, como faz com Nasa, registra com a inicial maiúscula, para designar de forma sintética a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia.
Puxadinho: de puxar, do Latim pulsare, impelir, do mesmo étimo de expulsar. Recebeu no Português cerca de 40 significados, entre os quais o de trazer para perto de si (puxou a cadeira), arrumar (puxou as vestes), fumar (está puxando um fumo), ter semelhança (a menina puxou pelo pai), mover (o boi puxa o carro), começar um diálogo (puxou conversa). Um dos significados mais recentes é o diminutivo do particípio puxado, puxadinho, tornado substantivo para designar pequena construção anexada à principal. O jornal O Globo, com o objetivo de fazer-se claro para os leitores, designou puxadinho o módulo inflável que a Nasa vai instalar em forma de anexo à estação espacial.
Talher: de origem controversa, talvez da mistura do Francês antigo tailloir, depois tailler, tábua ou prato onde se cortava a carne, com o Italiano tagliere, que designava tanto o prato como um ramo duro, às vezes em forma de forquilha, para destrinchar a carne, que deu forchetta, garfo em Italiano, do mesmo étimo de forca, do Latim furca, pau bifurcado que, em tamanho grande, servia de cadafalso, local de execução de penas de morte. A raiz remota é o Latim vulgar taliare, cortar, mas talher passou a designar o conjunto de utensílios para servir ou comer os alimentos.