EMOÇÃO, RISOS E VIPS NO 4º PRÊMIO BRAVO! PRIME
Carismático Lázaro Ramos conduz festa que destaca expoentes das artes em 11 categorias
A elegante Sala São Paulo viveu noite de emoção, alegria e homenagens ao servir de palco para o 4º Prêmio Bravo! Prime de Cultura, iniciativa da revista Bravo! em conjunto com o Bradesco Prime e apoio da CPFL Energia.
Animado, o mestre-de-cerimônias, Lázaro Ramos (30), apresentou os 11 vencedores nas categorias Cinema, diretor José Padilha (41), por Tropa de Elite; Teatro, diretor Felipe Hirsch (34), de Não Sobre o Amor, representado pela atriz da peça, Arieta Corrêa (31); Dança, coreógrafa Sônia Mota (60), por Vi-Vidas; Artista Prime, Wagner Moura (32); Programação Cultural, Pinacoteca do Estado, representada pelo diretor Marcelo Araújo; Personalidade Cultural, Roberto Minczuk (41), maestro; Livros, escritor Cristóvão Tezza (56), por O Filho Eterno; CD Erudito, o grego radicado no Brasil Dimos Goudarolis (38), por Bach – 3 Suítes para Violoncelo Solo.
As outras láureas foram para: Show, Obra em Progresso, de Caetano Veloso (66); CD, Conecta, de Marcos Valle (62); e Artes Plásticas, The Beautiful Earth, mostra de Vik Muniz (40). Premiados e vips, num total de 1200 pessoas, riram com as intervenções de Pastropasqua e Fábio, que interpretaram penetras fazendo comentários inconvenientes sobres os shows da noite, como o da cantora Nina Becker (34), que entoou hits da Bossa Nova.
Em contraponto, Wagner Moura levou a platéia à emoção ao falar sobre o Artista Prime de 2007, Paulo Autran (1922-2007). “O artista dentro de mim surgiu quando vi Quadrante, com Paulo Autran, no início dos anos 1990. Ali tinha um pintor, um escritor, um músico, tudo junto”, disse o Capitão Nascimento de Tropa de Elite. “Adoraria que ele estivesse vivo para poder saber sua opinião sobre minha interpretação de Hamlet”, comentou o astro, em cartaz em São Paulo na pele do personagem de William Shakespeare (1564- 1616).
Moura ressaltou a importância do prêmio: “Ele me dá vontade de continuar zelando por uma profissão que eu amo: a de ator.” Outro a elogiar a iniciativa foi o violoncelista Dimos Goudaroulis: “Jamais supus que iria ganhar, mas agora me sinto disposto a gravar mais um CD com toda a obra de Bach para o instrumento”, informou. O diretor José Padilha, feliz com mais um troféu – ele levou o Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim deste ano por Tropa -, anunciou que o polêmico filme terá continuação: “Não era nossa intenção, mas encontrei uma ótima história para contar.”
Entre os convidados, a diretora de cinema Daniela Thomas (48), os músicos Fernanda Takai (37) e Paulo Miklos (49), o crítico musical Zuza Homem de Melo (75), a publicitária Bia Aydar (52), os jornalistas Alex Lerner (34) e Marília Gabriela (60), entre outros, entrevistada por Rafael Cortez (32), do programa de humor CQC, da Bandeirantes.