em Sevilha, Espanha, onde viveu grande parte de sua vida. O príncipe, que estava com 94 anos, era legítimo representante da família imperial brasileira e um dos pretendentes ao trono, deixado vago pelo bisavô, D. Pedro 2º. Ele era o neto mais velho da princesa Isabel. Em 1993, o príncipe chegou a liderar a campanha em favor da reimplantação do regime no país durante plebiscito para a escolha de forma e sistema de governo. Seu pai, o príncipe imperial Pedro de Alcântara de Orleans e Bragança, no entanto, havia renunciado ao direito de suceder o trono imperial brasileiro por ter se casado com uma condessa. Mas D. Pedro Gastão nunca reconheceu a atitude do pai e se declarava herdeiro legítimo do trono. Mesmo não vivendo mais na Monarquia, o país mantém respeito pelos descendentes da família real, que moram em Petrópolis, e que seguiram para o enterro, realizado no palácio de Villamanrique, onde está sepultada a mulher de D. Pedro Gastão, Dona Esperanza de Borbon, infanta da Espanha, tia do rei Juan Carlos, que morreu dois anos atrás. O finado dirigiu a Companhia Imobiliária de Petrópolis até o final da década de 1990, antes de retornar para a Espanha. A Prefeitura de Villamanrique de la Condesa decretou três dias de luto oficial pelo morte de D. Pedro Gastão.