Colombiano é quem nasce na Colômbia, do latim columba, pomba, país cujo nome homenageia o genovês, do latim Genua, Gênova, Cristóvão Colombo
...poderíamos ser todos colombianos.
Blogueiro: de blogue, do inglês web, rede, e log, arquivo, registro, entrada, mais o sufixo eiro, que indica ofício. Os dicionários registram blog e não blogue, contrariando a regra que seguiram para dogue, cachorro, e não dog, como é escrito em inglês o vocábulo que lhe deu origem. Blogueiro é quem mantém um blogue na internet, conjunto de textos e imagens que dispensa editores ou redação, sendo de responsabilidade da pessoa que lhe dá o nome ou assina. Os blogueiros se dedicam a assuntos diversos. Ricardo Noblat (59), por exemplo, trata de política, Cassio Barbosa (36), de astronomia, Cláudio Moreno (59), de gramática. Também a romancista e psicanalista Betty Milan (63) mantém um blogue que responde a consultas de leitores. No século XVI, os navegadores buscaram novos mundos viajando pelos mares; no século XX, já se viajava pelo espaço sideral; agora, no século XXI, as viagens são feitas também pela blogosfera, outro neologismo inevitável.
Colombiano: de Colômbia, do latim columba, pomba, mas pelo nome do descobridor do continente, Cristóvão Colombo (entre 1450 e 1451-1506). Para descobrir a América, o navegador pediu financiamento aos reis espanhóis Fernando (1452-1516) e Isabel (1451-1504). Partiu do porto de Palos de Moguer em 3 de agosto de 1492. Após 70 dias chegou às Bahamas. Aportou em Cuba e em Hispaniola, atual Haiti. E voltou à Espanha em 1493, já como vice-rei e governador-geral das terras descobertas, conforme contrato com os monarcas. Fez mais três viagens, a última já destituído dos títulos que lhe haviam sido conferidos. Há controvérsia sobre sua biografia e seu fim. A história oficial diz que morreu esquecido e pobre, em Valladolid, na Espanha. Outros, porém, afirmam que morreu rico, pois escondera parte do ouro trazido da América, e que era português, tendo falsificado os documentos. De todo modo, o único continente com nome de pessoa não tem o nome daquele que o descobriu, graças a um erro do cartógrafo alemão Martin Waldseemüller (c.1470-1518/21), que, escrevendo em latim, chamou Americi Terra vel America (Terra de Américo ou América), atribuindo ao italiano Américo Vespúcio (1454-1512) a descoberta. Prevaleceu América, no feminino, para concordar com os demais continentes: Europa, Ásia, Oceania, África.
Genovês: de Gênova, do latim Genua, cidade italiana onde nasceu Cristóvão Colombo, o descobridor da América. Os romanos denominaram Genua a cidade da antiga Ligúria, situada em territórios hoje pertencentes à Itália e à França, provavelmente porque acolheram a denominação dos lígures, povos que, no século VI a.C., invadiram a Europa.
Literalmente: de literal, do latim em>litteralis, formado de littera, letra, e o sufixo mente, formador de advérbios. Literalmente designa que foi seguida a letra, a prescrição, que aconteceu exatamente o que está sendo dito ou escrito, funcionando como um reforço de expressão. Às vezes, porém, o advérbio é usado equivocadamente. Comentando o desempenho da atriz Flávia Alessandra (34) na telenovela Duas Caras, escreveu um jornalista: “Ela está literalmente botando fogo”. Ele quis dizer que a atuação dela era excelente, mas, se a moça tivesse “literalmente” botado fogo, algo teria de estar “literalmente” queimado.
Trapalhão: do espanhol trapalón, mentiroso, embusteiro, de trápala, mentira, ardil, provavelmente com influência do verbo atrapalhar, designando aquele que se atrapalha ou atrapalha os outros, às vezes de propósito, para divertir, como faziam os integrantes do grupo humorístico brasileiro Os Trapalhões. Recentemente, por força de declarações infelizes contra o direito de os jornalistas ocultarem as fontes das notícias, o ministro da Defesa, Nelson Jobim (62), foi classificado de trapalhão. Augusto Nunes (59), diretor do Jornal do Brasil, lembrou que as trapalhadas dele são antigas. Já em 2003, então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou que quando deputado constituinte infiltrara dois artigos na Constituição de 1988, sem que tivessem sido votados, por encomenda de Ulysses Guimarães (1916-1992). Ruth de Aquino (53), diretora da sucursal da revista Época no Rio, engrossou o caldo: “Lula, que tal perguntar ao Jobim por que ele não se cala?”, escreveu, certamente evocando a pergunta feita pelo rei espanhol Juan Carlos (70) a Hugo Chávez (54), presidente da Venezuela, em novembro de 2007.