“Aquele que tem êxtases, visões, que considera os sonhos como realidades e as imaginações como profecias é um entusiasta; aquele que alimenta a sua loucura com a morte é um fanático.”
François Marie Arouet, o Voltaire (1694-1778), filósofo francês.

“Sobre as pegadas do fanatismo, marcha a revolta.”
Johan Henrik Kellgren (1751-1795), poeta, ensaísta e crítico sueco.

“A imaginação do fanático sempre descobrirá um método prestante para dar cabo do não-fanático.”
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), poeta mineiro.

“Tantos males a religião pôde aconselhar!”
Lucrécio (século I a.C.), poeta e filósofo latino.

“Eu, graças a Deus, sou agnóstico.”
José Mindlin (1914-2010), advogado, empresário e bibliófilo paulista.

“Entre a tua eternidade e o meu espírito/ Se balança o mundo das formas.”
Murilo Mendes (1901-1975), poeta mineiro.

“É preciso não esquecer e respeitar a violência que temos. As pequenas violências nos salvam das grandes.”
Clarice Lispector (1920-1977), escritora brasileira nascida na Ucrânia.

“A violência é o último refúgio do incompetente.”
Isaac Asimov (1920-1992), escritor norte-americano nascido na Rússia.

“Nada paga a pena. Nem culturas, nem comodidades. De qualquer jeito se vive.”
Monteiro Lobato (1882-1948), escritor paulista, citado no livro Sai da Frente – Vida e Obra de Mazzaropi, de Marcela Matos (Desiderata).

“Não existem finais felizes.”
Dorothy Parker (1893-1967), escritora norte-americana.

“Eu rio com esse velho maquinista, o destino.”
Victor Hugo (1802-1885), poeta e escritor francês.

“Última flor do Lácio, inculta e bela,/ És, a um tempo, esplendor e sepultura:/ Ouro nativo, que na ganga impura/ A bruta mina entre os cascalhos vela.”
Olavo Bilac (1865-1918), poeta carioca, sobre a língua portuguesa.

“As línguas foram criadas apenas para que as pessoas não pudessem entender-se.”
Shmuel Yosef Agnon (1888-1970), escritor israelense.

“Tirai aos homens a vantagem das línguas e idiomas, e os vereis reduzidos talvez à inferior categoria dos bugios e orangotangos.”
Mariano da Fonseca, o marquês de Maricá (1773-1848), político carioca.

“Palavra que a gente não sabe o que é, é mais bonita.”
Rachel de Queiroz (1910-2003), escritora cearense, autora de O Quinze.

“No Brasil só há uma reforma que nos empolga – a ortográfica.”
Otto Lara Resende (1922-1992), escritor e jornalista mineiro.

“A piada oportuna é o condimento da conversação.”
Benito Jerónimo Montenegro, o frei Feijoo (1666-1764), filósofo e crítico espanhol.

“Nessa existência em que não sabemos se devemos rir ou chorar, é bom reservar espaço para a brincadeira.”
Arthur Schopenhauer (1788-1860), filósofo e escritor alemão.

“Cada vez que eu considero/ Como é triste se viver/ Meu desejo mais sincero/ É brincar pra esquecer/ É mostrar a toda gente/ Que a alegria não faz mal/ É dizer vamos em frente/ Porque tudo é natural.”
Vinicius de Moraes (1913-1980), compositor, poeta e diplomata carioca, na canção São só Três Dias.

“Cinza, querido amigo, são todas as teorias, e verde é a árvore dourada da vida.”
Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), poeta, dramaturgo e escritor alemão, autor de Fausto.