CÉZANNE

Tido como pai da pintura moderna, o pós-impressionista francês Paul Cézanne (1839-1906) nunca parou de inovar. Muito da sua maestria se devia visão arquitetônica que tinha da natureza, baseada nas formas de cilindro, esfera e cone. Suas primeiras obras eram sombrias, mas depois ele passou a fazer paisagens, retratos e naturezas-mortas. A este último gênero se dedicou como poucos, alcançando resultados primorosos, como na obra acima e em Natureza-Morta com Cortina, Jarro e Fruteira (1893-1894), arrematada em 1990 por 60 milhões de dólares. A displiscência das composições é ilusória: Cézanne arrumava tudo exaustivamente, em busca de equilíbrio. Influenciou o cubismo de Pablo Picasso (1881-1973).
Sua época
O advento da fotografia foi decisivo na revolução das artes na segunda metade do século 19. A saturação do realismo começou em 1826, quando se obteve a primeira imagem a partir de uma placa de estanho. O daguerreótipo popularizaria os retratos a partir de 1835. A arte precisava ir além. O impressionismo surge, então, valorizando o modo de ver do artista. Curiosamente, a primeira exposição do grupo foi no estúdio de um fotógrafo, Félix Nadar (1820-1910). Em 1888, a Kodak lançaria a primeira câmera portátil.